Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Reajustes salariais em acordos coletivos têm queda real pelo quarto mês seguido

Os reajustes salariais firmados em convenções e acordos coletivos no país registraram a quarta queda real consecutiva em fevereiro. De acordo com levantamento feito pela plataforma salarios.org.br, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a mediana dos 175 dissídios negociados no segundo mês deste ano chegou a 10,5%, uma retração de 0,8% quando descontado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses, de 11,3%.

Fevereiro também foi o quarto mês seguido em que a proporção de correções salariais abaixo do INPC superou 50%. No período, 63,9% das reajustes homologados no sistema Mediador, do Ministério do Trabalho e Emprego, perderam para a inflação, ante 71,4% em janeiro.

Apesar de os números refletirem em parte a perda do poder de barganha dos sindicatos diante do atual ciclo de retração forte da economia, os aumentos nominais, na casa dos 10%, ainda estão em níveis elevados, diz o coordenador do boletim “Salariômetro”, Hélio Zylberstajn. “Mesmo o repasse da inflação ainda é um custo considerável para as empresas, que têm cada vez mais dificuldade para transferir para o preço final.”

Entre os setores, os serviços seguiram mostrando perda de fôlego. Nos 12 meses até fevereiro, a mediana de reajustes do setor contabiliza perda real de 0,9%. Com o pior desempenho entre as 40 categorias, o ramo de extração e refino de petróleo ampliou a queda de 3,9% de janeiro para 4,9%, também na série que contempla a mediana em 12 meses. Com ganho real de 1,2% nos salários nos últimos 12 meses, o segmento de confecção lidera, na outra ponta, o ranking dos maiores reajustes.

Os Estados da região Sul também estão daquele lado da lista, com aumentos reais de 0,2% registrados no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul nos 12 meses até fevereiro. O Estado de Roraima apurou o pior resultado, queda de 1,3%, na mesma comparação.

A folha total de salários dos trabalhadores formais em regime CLT, estimada com base nos depósitos do FGTS, somou R$ 95,4 bilhões em dezembro (dado mais recente disponível, dessazonalizado e corrigido pelo IPCA), queda real de 5,6% sobre igual mês de 2014.

Valor Econômico – 23/03/2016

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Comércio e serviços ampliam desemprego

A desaceleração gradativamente maior da atividade do comércio e dos serviços diante do alongamento da recessão contribuiu para que o mercado formal registrasse em fevereiro o maior número de demissões líquidas para o mês desde 1992, quando começa a série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No mês passado, conforme os dados divulgados ontem, o país perdeu 104,6 mil empregos com carteira, 55,5 mil no comércio e 9,2 mil nos serviços – ambos muito dependentes do desempenho da renda.

A indústria e a construção civil, por sua vez, depois de contabilizarem demissões líquidas tanto em 2014 quanto em 2015, continuam contribuindo negativamente para o quadro do emprego formal. Em fevereiro, o primeiro fechou 26,2 mil postos – contra abertura de 2 mil vagas no mesmo mês do ano passado -, enquanto o segundo cortou 17,2 mil empregos – ante 25,8 mil em fevereiro de 2015. A administração pública foi a única entre os oito setores do Caged a gerar vagas no período, 8,6 mil.

As perdas registradas pelo comércio e pelos serviços, para o economista Luiz Fernando Castelli, da GO Associados, espelham a queda expressiva do consumo das famílias nos últimos meses. O ajuste nos setores, ele pondera, é em parte um desdobramento da contração da demanda agregada – um movimento mais recente do que a retração dos investimentos, que, por sua vez, teve impacto negativo importante no nível de emprego da indústria e da construção civil.

Diante do comportamento defasado do mercado de trabalho em relação aos demais indicadores de atividade e da expectativa da GO de retração de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) neste primeiro trimestre – na comparação com os três meses imediatamente anteriores e já feito o ajuste sazonal -, o emprego formal deve seguir contraindo pelo menos até o fim deste primeiro semestre. “No segundo semestre talvez haja algum sinal de estabilização”, completa.

Os serviços deram a principal contribuição negativa para a queda real de 1,6% dos rendimentos dos novos contratados, no confronto com fevereiro de 2015, conforme os cálculos da MCM Consultores. Excluídos os efeitos sazonais, acrescenta a instituição em relatório, o saldo negativo do setor foi de 51 mil, significativamente pior do que o apurado em janeiro, 27,1 mil. O comércio também registrou deterioração maior, com perda de 47,2 mil postos, ante 15,6 mil no primeiro mês do ano.

Fabio Romão, da LCA Consultores, destaca que o resultado negativo dos serviços em fevereiro foi puxado especialmente pelo desempenho do segmento de comércio, administração de imóveis e atividades auxiliares (-27,3 mil), ramo bastante pulverizado. “Um sinal que a deterioração no setor está mais espraiada”, diz.

O economista chama atenção também para o fechamento ainda expressivo de postos de trabalho na indústria de transformação, que registrou cortes em dez dos 12 segmentos. Juntos, os ramos metalúrgico, mecânico e de material de transportes fecharam mais de 12 mil vagas.

O segundo resultado positivo da indústria calçadista, entretanto, que soma 11,2 mil novos postos de trabalho no bimestre, pode ser um sinal dos primeiros efeitos benéficos das exportações sobre o nível de emprego, acrescenta Castelli, da GO. “Esse impacto demora a aparecer. Talvez o setor tenha sido o primeiro a reagir”.

Com a expectativa de retração da renda média real do trabalho também em 2016 – ainda que em nível menor do que os 3,7% mostrados pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) no ano passado -, pondera Romão, da LCA, o Caged deve registrar novos saldos negativos e fechar o ano com perda de 1,2 milhão de postos com carteira assinada, contra 1,6 milhão em 2015. Para março, sua projeção preliminar indica perda de 88,5 mil empregos.

O Nordeste foi a região mais atingida pela queda no nível de emprego registrada no país em fevereiro, perdendo 58,4 mil vagas no mês. O número representa uma queda de 0,89% no estoque de empregados, na comparação com o mês anterior. O Sudeste vem em seguida, com corte de 51,9 mil postos de trabalho, retração de 0,25%. A região Norte perdeu 7,8 mil vagas, 0,43% menos do que em janeiro. Na outra ponta, geraram empregos as regiões Sul – 8,8 mil postos criados, um acréscimo de 0,12% no estoque – e Centro-Oeste – 4,7 mil, aumento de 0,15%.

Valor Econômico – 23/03/2016

Brasil fecha 104,6 mil empregos formais em fevereiro

O mercado de trabalho brasileiro fechou 104.582 vagas de emprego formais em fevereiro de 2016, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (22) pelo Ministério do Trabalho.

O valor representa uma redução de 0,26% no estoque de empregos formais no país em relação ao mês de janeiro, quando 99.964 vagas foram fechadas. O indicador registra quedas consecutivas desde abril do ano passado, quando 85.534 empregos formais foram encerrados.

Em fevereiro de 2015, foram fechados 2.415 postos de trabalho formais.

No acumulado dos últimos 12 meses, houve uma redução de 1.706.695 vagas.

Sete dos oito setores de atividade econômica registraram saldos negativos. O comércio foi o setor que sofreu mais cortes, com perda de 55.520 empregos formais. A indústria de transformação foi a segunda mais afetada (-26.187 postos), seguida pela construção civil (-17.152).

Os setores de serviços e agropecuária registraram quedas de 9.189 e 3.661 no número de vagas formais, respectivamente.

O único setor que contratou mais do que demitiu no período foi o de administração pública, com abertura de 8.583 novos postos.

As regiões Sul e Centro-Oste do país foram as que mais registraram novos trabalhadores formais, puxadas pelo bom desempenho dos setores de ensino, agropecuária e indústria da borracha e do fumo.

Mato Grosso foi o Estado que apresentou maior saldo de vagas em relação a janeiro, com expansão de 0,55%, seguido por Santa Catarina (0,24%), Rio Grande do Sul (0,23%) e Mato Grosso do Sul (0,22%).

O Nordeste foi a região mais afetada. Alagoas sofreu a maior retração, com redução de 2,72% no saldo entre trabalhadores admitidos e desligados. Na Paraíba, a queda foi de 1,61% e, em Pernambuco, de 1,22%.

No acumulado do ano passado, foram fechadas 1.542.371 vagas –o pior resultado desde o início da série estatística do governo, em 1992.

O pico de corte de vagas entre abril de 2015 e fevereiro deste ano ocorreu em dezembro, com redução de mais de 596 mil empregos formais, em decorrência das demissões de funcionários temporários contratados no final do ano para atender a demanda das festas de Natal e Ano Novo.

Folha de S.Paulo – 23/03/2016

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Interrupções prejudicam 50% das indústrias

Metade das indústrias do país diz sofrer com problemas de falha no fornecimento energia de forma frequente ou eventual.

É o que aponta pesquisa encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), realizada no fim do ano passado com cerca de 3.000 empresas.

O levantamento mostra 16% dos entrevistados informando problemas “frequentes” e outros 34%, “eventuais”, com o fornecimento de energia.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

As falhas de fornecimento causam problemas diversos como tempo parado de produção e perda de matéria prima. Em alguns setores, uma máquina pode demorar horas para voltar a funcionar depois da falta de energia.

ATÉ 50% DO CUSTO

Segundo Roberto Wagner, especialista da CNI no setor, indústrias que usam muita energia são as mais prejudicadas. De acordo com ele, devido à grande quantidade de energia utilizada, elas não têm como ter outra fonte de fornecimento reserva.

“São perdas físicas consideráveis que em algum momento viram dinheiro”, afirmou Wagner lembrando que o consumo de energia pode variar de 3% a 50% dos custos de uma indústria.

Outro problema apontado no levantamento foi o aumento do custo da energia em 2015, relatado por 93% dos entrevistados.

Para 34,6% das empresas, o impacto do aumento do custo foi alto.

Folha de S.Paulo – 23/03/2016

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Estoques estão inadequados para 52,5% dos empresários

Após elevação registrada em fevereiro, o índice de adequação dos estoques do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apontou queda de 2% em março. A retração foi motivada pelo aumento no número de empresários entrevistados que afirmaram estar com os estoques acima do desejado.

No mês, o indicador atingiu 94,7 pontos ante os 96,6 pontos registrados em fevereiro. Na comparação com março de 2015 – quando o índice registrou 103,9 pontos -, o valor foi 8,8% inferior. Isso indica que, por mais conservador que esteja o empresário, está muito difícil vender e desovar os estoques excessivos. A tendência é de que o resto da economia também fique em ritmo de espera, já que ainda não há sinal de retomada das compras do varejo junto a fornecedores.

Os dados são do Índice de Estoques (IE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.

A queda do indicador no mês se deve à elevação da proporção de empresários que afirmaram estar com os estoques acima do adequado, que subiu de 35,7% em fevereiro para 37,2% em março – alta de 1,5 ponto percentual.

DCI – 23/03/2016

Redação On março - 23 - 2016
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