Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Usinas devem travar guerra de preços no País

Em um cenário extremamente hostil para a siderurgia global, as usinas que operam no Brasil se veem ainda mais afetadas diante da crise econômica. A expectativa é que uma verdadeira guerra de preços se instale no mercado brasileiro para garantir inclusive a sobrevivência das empresas.

  “A capacidade das siderúrgicas de impor preços vai depender da disputa por market share no mercado doméstico”, avalia o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), Carlos Loureiro.

Ele explica que a cotação do aço no mercado internacional começou a esboçar viés de alta nas últimas semanas. Contudo, mesmo com a necessidade urgente de caixa, as siderúrgicas locais estão apresentando dificuldades para aplicar reajustes, uma vez que a demanda brasileira está fortemente retraída.

“Vamos ter uma briga de preços no mercado doméstico”, acrescenta Loureiro. Para agravar ainda mais o quadro, a Gerdau antecipou o início da sua operação de chapas grossas em Ouro Branco (MG) para o próximo mês de julho.

“A entrada da Gerdau no segmento de aços planos não abre muito espaço para ganhos na margem em um momento tão delicado para o setor”, pondera o analista da Tendências Consultoria, Felipe Beraldi.

Ele afirma que, apesar da tímida recuperação de preços no mercado internacional, as usinas locais não devem ter ganhos significativos de margem. Para 2016, a Tendência projeta queda de 8,6% dos preços da bobina laminada a quente (em reais).

Um estudo setorial da Roland Berger salienta ainda que a pressão sobre os preços do aço no mercado global vai continuar no curto e médio prazo, na medida em que o crescimento da demanda não será suficiente para absorver o excesso de capacidade no mundo, que hoje gira em torno de 720 milhões de toneladas.

 Necessidade de caixa

Enquanto isso, no Brasil a recuperação das margens é de extrema importância para a saúde financeira das empresas e pode ser crucial para sua sobrevivência. Mesmo com o fechamento recente de importantes operações, as siderúrgicas têm apresentado resultados negativos.

O Instituto Aço Brasil (IABr) informou no fim de dezembro que quase 50 unidades foram desativadas ou paralisadas no País recentemente, sendo ao menos dois altos-fornos, quatro aciarias e oito laminadores.

Na projeção do IABr, mais de 20 operações receberam investimentos, mas ainda não foram ativadas diante da crise. “A produção de aço bruto só deve apresentar recuperação substancial a partir de 2018”, estima o analista da Tendências.

De acordo com projeção da consultoria, neste ano a produção brasileira de aço bruto deve apresentar retração de 7,1% sobre 2015. A queda deve ser similar tanto em planos (-8,2%) quanto em longos (-7,6%).

“As incertezas do cenário político continuam restringindo a intenção de investimentos inclusive para o médio prazo. O cenário de demanda por aço é péssimo”, observa Beraldi.

A Gerdau informou na semana passada que a utilização média de sua capacidade instalada gira em torno de 65% a 70%. Já a Usiminas desativou um alto-forno em Ipatinga (MG) e as áreas primárias de Cubatão (SP), mas ainda assim está operando com baixos níveis de capacidade instalada na laminação de sua planta paulista, conforme apurou o DCI.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) paralisou por 90 dias, a partir de janeiro deste ano, o alto-forno 2 de Volta Redonda (RJ) para manutenção.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa informou que ainda não há qualquer decisão sobre novas paradas do equipamento na planta.

A ArcelorMittal é a única siderúrgica que opera a quase 100% da capacidade em sua planta de aços planos de Tubarão (ES), por possuir contratos de exportações de placas e um sistema logístico que inclui porto integrado no complexo. “Pelo menos os custos fixos da operação estão sanados”, pontua o presidente do Sindisider.

 Efeito China

O estudo da Roland Berger destaca que o prolongado período de crise do setor siderúrgico levará a uma reestruturação dessa indústria no mundo, acompanhada de redução da capacidade instalada e um movimento de fusões e aquisições.

O relatório aponta ainda uma expectativa de declínio do consumo de aço pela China até 2020, impactado pela menor demanda nos segmentos de construção civil (-10%) e obras de infraestrutura.

Com isso, demonstra o estudo, todos os players ao longo da cadeia do aço terão que se adaptar como, por exemplo, as mineradoras. “Programas de gestão de custos e cortes de investimentos [capex] continuam sendo prioridade”, diz o estudo.

Foi o que aconteceu com as três maiores mineradoras de minério de ferro do mundo, as anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton, além da brasileira Vale, que vêm reduzindo o capex para fazer frente à queda dos preços, resultado da menor demanda da China.

Entre as siderúrgicas, o movimento de redução do capex vem ocorrendo com Gerdau e Usiminas e a expectativa é que também atinja a CSN.

“A projeção de queda da produção e do consumo no Brasil ainda pode ser revisada para baixo porque o cenário interno está totalmente permeado por incertezas no cenário político”, frisa Beraldi.

Fonte: DCI

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Metais básicos sobem após detalhamento de importações chinesas de cobre

Marcelo Villela

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em alta na manhã desta segunda-feira (21), após a divulgação de dados mais detalhados sobre as importações chinesas de cobre em fevereiro. Por volta das 8h10min (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,2%, a US$ 5.059,00 por tonelada. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio tinha alta de 0,57%, a US$ 2,2955 por libra-peso, às 8h41min (de Brasília).

O cobre avança apesar da recente tendência de fraqueza do petróleo, que frequentemente puxa todo o complexo de commodities para baixo. Números publicados hoje mostraram que as importações de cobre refinado da China, o maior consumidor mundial de metais básicos, saltaram 56% na comparação anual de fevereiro. Os metais também são sustentados pelo bom desempenho dos mercados acionários chineses. A Bolsa de Xangai, a principal da China, fechou o pregão de hoje em alta de 2,2%, em seu sétimo avanço consecutivo.

Entre outros metais na LME, o alumínio para três meses subia 0,2%, a US$ 1.524,50 por tonelada, enquanto o chumbo também avançava 0,2%, a US$ 1.808,50 por tonelada, o estanho aumentava 0,5%, a US$ 16.900,00 por tonelada, e o níquel registrava ganho de 0,3%, a US$ 8.670,00 por tonelada. O zinco era exceção no mercado inglês, com leve baixa de 0,1%, a US$ 1.843,00 por tonelada.

Fonte: Jornal do Comércio

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A volta do minério de ferro: novas altas levam o preço da tonelada para perto dos US$60

Em dezembro de 2015 a tonelada do minério de ferro com 62% Fe atingiu o fundo do poço e foi negociada a US$39,60.

Foi quando os “grandes” analistas de plantão fizeram suas previsões catastróficas.

Quase todos concordavam que a tonelada permaneceria em torno dos US$30. Outros, menos catastrofistas, como o próprio Governo da Austrália, apostavam em preços ao redor dos US$40.

O Portal do Geólogo previu, no início de 2016 a subida dos preços, em decorrência do fortalecimento das grandes produtoras.

Mas, quase mais ninguém previu o que realmente aconteceu: o minério de ferro subiu para US$59/t em apenas três meses…

Mesmo após a subida extraordinária de 7 de março, quando o preço da tonelada decolou 20%, o Goldman Sachs ainda previa um retorno aos US$35/t…

Hoje temos aumento real de 49% que literalmente está reacendendo as mineradoras de minério de ferro em todos os continentes.

Como sempre, por trás de uma notícia deste porte está a China.

O gigante asiático não estava morrendo, ao contrário de que muitos pregavam, estava apenas tirando uma soneca…

A alta de hoje se deve aos ganhos futuros no mercado asiático e aos preços das casas novas na China que aumentaram em 47 cidades somente em fevereiro, depois de um aumento significativo que havia sido percebido em 38 grandes cidades em janeiro. Com esses aumentos foi revertido um processo de queda de preços que assolou a China durante dois anos. É mais um sinal evidente da recuperação econômica da China, que não está passando despercebido pelos mercados.

A infraestrutura e a construção civil consomem sozinhas, mais de 50% de todo o aço produzido na China.

Será que veremos o retorno das minas e projetos que fecharam? A resposta continua a mesma: quem tem custo operacional baixíssimo, próximo dos US$15/t vai continuar a sorrir.

Fonte: Geólogo

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Mineração: Questão a resolver

Apesar dos fatores conjunturais externos, que afetaram demanda e preços a partir de 2014, o minério de ferro continua sendo o produto de maior peso na composição das exportações do Estado e, mais amplamente, na formação de seu Produto Interno. No primeiro semestre de 2014 representou, em termos de valor, 42,5% do total, participação que caiu para 27,2% em igual período de 2015, embora os embarques tenham aumentado em 4,3 milhões de toneladas. São números que fazem compreender a importância do setor para a economia regional, assim como suas dificuldades presentes, inclusive no que toca à arrecadação de tributos que a todos igualmente afeta.

Chamar atenção para a realidade é fundamental diante da informação, já estampada nas páginas deste jornal, de que a Vale S/A poderá reduzir à metade sua produção em Minas, hoje estimada em 200 milhões de toneladas/ano. E uma contingência que não está associada a variações de mercado. Segundo a empresa, parte da produção será inviabilizada caso não sejam aprovados, no período de até doze meses, pedidos de licenciamento ambiental já protocolados, alguns deles em regime de urgência. A situação mais crítica diz respeito à licença de operação para uma nova barragem de rejeitos na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, de onde são extraídas 30 milhões de toneladas/ano. Se o requerimento não for liberado em dois meses a produção terá que ser suspensa.

Não é o único problema relatado. A Vale também cobra da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável definição de seu pedido de licença prévia para desenvolvimento do complexo de Vargem Grande e de expansão da mina de Abóboras, na região de Nova Lima, e da mina da Jangada, em Sarzedo. Ao todo seriam 88 pendências, das quais 25 apontadas como urgentes. Para o presidente do Sindicato da Indústria Mineral, José Fernando Coura, é fundamental que seja retomada a normalidade nos processos de licenciamento ambiental, sem prejuízo dos cuidados necessários, mas também sem que seja perdida de vista a importância do setor. E tendo em conta que mineração, siderurgia e metalurgia representam a base da economia regional, sem a qual o Estado passaria da condição de 3ª economia do país para a 14ª posição.

É fundamental quebrar esta dependência e agregar valor à produção, mas este é um processo a ser construído com inteligência, racionalidade e persistência, além de senso de realidade. Afinal, como lembra representante da Vale, tudo que deixa de ser produzido em um lugar passa a ser produzido em outro. Para a empresa, a província mineral de Carajás, no Pará, pode ser a alternativa, com o detalhe de que ali os custos de frete são bem inferiores, vantagem competitiva que não pode ser desprezada.

Fonte: Diário do Comércio

Redação On março - 22 - 2016
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