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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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BC sinaliza criação de banda cambial

O Banco Central (BC) praticamente criou uma banda de flutuação para o dólar ao atuar nas duas pontas — de compra e venda da moeda norte-americana. Para evitar que o preço da divisa dos Estados Unidos aumente e pressione a inflação ou que caia e prejudique o ajuste das contas externas, a autoridade monetária, além de oferecer ao mercado os contratos de venda futura de dólares, os swaps cambiais, passou a atuar em operações de compra de dólar. Os analistas avaliam que o BC quer evitar que uma maior volatilidade, oriunda da crise política, afete o câmbio.

Ontem, as operações de compra futura da divisa — que não eram realizadas desde março de 2013 — movimentaram 5,5 mil contratos, equivalentes a US$ 272,7 bilhões, dos 20 mil ofertados ao mercado. Com a intervenção, a moeda norte-americana encerrou o pregão em alta de 0,8%, cotada a R$ 3,610. Os 14,5 mil contratos restantes, que correspondem a US$ 725 milhões, serão leiloados hoje ao mercado, conforme comunicado divulgado pelo BC.

O economista Alexandre Cabral, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), avaliou que a autoridade monetária criou um piso para o dólar de R$ 3,60. Na opinião dele, o BC está focado em evitar que uma desvalorização cambial ocorra e prejudique o ajuste nas contas externas e atrapalhe o setor exportador. O professor ainda ressaltou que o risco de que a divisa norte-americana recue para próximo de R$ 3 ganhou força com o aumento das chances de a presidente Dilma Rousseff sofrer um processo de impeachment.

Na opinião do gerente de câmbio da Icap Corretora, Ítalo Abucater, a autoridade monetária não deixou claro se tem a intenção de diminuir o ritmo de queda do preço dólar ou reduzir a sua exposição. Atualmente, o BC possui um estoque em swaps tradicionais que equivalem a US$ 108 bilhões. “Não ficou claro se querem inibir uma apreciação do real ou ataques especulativos em meio à crise política. Os fundamentos macroeconômicos são os mesmos e as únicas coisas que têm afetado o mercado cambial são as mudanças de cenário em Brasília”, disse.

Bolsa

A percepção de que o governo enfraquece a cada dia reforça a aposta no afastamento da presidente Dilma Rousseff e foi isso que ditou o dia na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) ontem, que fechou em alta de 0,70%, a 51.171 pontos.

O mercado de renda variável operou em compasso de espera, conservando a expectativa de que a crise econômica comece a ser enfrentada a médio prazo, após o desfecho do impeachment.

Correio Braziliense – 22/03/2016

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Para economistas, pacote tem efeito ‘paliativo’

Buscar o alívio fiscal no curto prazo sem, porém, garantir a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo. Para economistas especializados em conta públicas, numa primeira leitura, essa parece ter sido a proposta central das medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

Um exemplo típico dessa tendência de “alívio no curto prazo” está na adoção dos depósitos voluntários remunerados pelo Banco Central (BC). “Pelo que foi dito no anúncio, é trocar seis por meia dúzia”, diz a economista Mônica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington, nos EUA.

Segundo ela, o uso desse instrumento, se for aceito pelos bancos, vai gerar perdas para o BC que, lá na frente, terão de ser cobertas por emissões do títulos do Tesouro. “A dívida pode até cair no curto prazo, mas vai subir em algum momento do futuro e, dependendo da forma como a operação for feita, podemos estar apenas empurrando a conta para frente.”

No conjunto, as medidas foram consideradas “paliativas” pelo consultor especialista em finanças públicas, Raul Velloso. “Não deixam de ser importantes, mas não mudam o que interessa”, disse. “O principal seria fazer reformas, como a da Previdência, que mudariam a trajetória dos gastos, mas não há nem clima político no Congresso nem consenso no governo para essa agenda.”

Velloso considera “café requentado” a discussão da revisão da meta de superávit primário. Também classificou a adoção do Regime Especial de Contingenciamento, o REC, como “uma tentativa de apagar o incêndio depois que a casa pegou fogo”, pois a estrutura dos gastos precisava ter sido alvo de revisão há mais tempo e, na forma como está sendo colocada no pacote, vai apenas protelar o pagamento das despesas, e não reestruturá-las.

Na avaliação dele, o item mais relevante é a renegociação da dívidas dos Estados – mas, mesmo nesse caso, o resultado será relativo. “Para alguns Estados, poderá haver alívio, mas, para outros, não vai significar nada.” Velloso tem especial preocupação com o Rio de Janeiro, que tem uma dívida “impagável”, na casa de R$ 20 bilhões. “O pacote não vai ajudar Estados como o Rio, mas vai gerar renúncias fiscais que vão pesar para a União”, diz.

Em boletim legislativo divulgado nesta segunda-feira, 21, o economista Marcos Mendes, do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa, mostra que a conta não vai ser baixa. Mendes fez simulações para identificar quais seriam as perdas da União em quatro cenários. Todos, incluindo o previsto no pacote, que estabelece desconto de 40%, não são bons para a União. “As simulações mostram que (as medidas) têm forte impacto fiscal, debilitando ainda mais o equilíbrio das contas públicas”, diz o texto. A perda, pela regra com o desconto, ficaria próxima de R$ 19 bilhões por ano.

O Estado de S.Paulo – 22/03/2016

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PIB cairá 9% entre o 2º tri de 2014 e o fim deste ano, prevê Ibre

As projeções macroeconômicas para 2016, apresentadas em seminário do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), mostram um cenário sombrio e que pode se confirmar na mais severa recessão já vivida pelo Brasil, pelo menos desde que o PIB passou a ser calculado – e não estimado -, em 1947. A previsão é de queda do PIB de 3,4% para este ano e novo recuo, mais modesto, de 0,4% em 2017.

De acordo com a economista Silvia Matos, a contração acumulada da atividade econômica chegará, pelo menos, a 9% entre o começo da recessão, no segundo trimestre de 2014, e o fim deste ano, completando 11 trimestres seguidos de queda. O percentual é superior aos 8,5% acumulados na recessão ocorrida entre os primeiros trimestres de 81 e 83 (totalizando nove trimestres) e aos 7,7% do período entre o terceiro trimestre de 89 e primeiro trimestre de 92, que também se prolongou por 11 trimestres.

O problema, afirma Silvia, é que o quadro político, de extrema instabilidade, tende a arrastar a queda na atividade. “A saída da recessão não está no horizonte. Ela vai se prolongar e ficar mais intensa”, diz. A economista ressalta que as previsões foram feitas considerando um cenário em que a presidente é Dilma Rousseff e no qual a petista teria alguma governabilidade. No entanto, com o agravamento da crise política e o início do processo de impeachment, esse cenário, diz, é o de menor probabilidade: “A tendência é que os números fiquem mais negativos.”

Mais otimista, o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, afirmou que uma eventual troca de governo, com Michel Temer assumindo a Presidência, poderia representar um crescimento entre 1% e 1,5% maior do que o previsto atualmente. Em sua opinião, essa espécie de “lua de mel” já estaria sendo precificada pelo mercado. Entre os sinais estariam a subida da bolsa de valores, projeções de inflação próximas a 5% e a queda do dólar para o patamar de R$ 3,60. “Luas de mel acontecem. São temporárias, mas, se bem aproveitadas, podem tirar a economia do ciclo de recessão.”

Silvia é mais cautelosa com o efeito positivo de um governo Temer. “Existe um otimismo do mercado, mas o cenário com um novo governo é de riscos. Esse impeachment seria muito diferente do que afastou o Collor, que não tinha partido. Dilma tem o PT, que vai para a oposição, e o apoio de parte da população. Não é tão simples, abrem-se novas tensões. Não está certo quem faria parte do novo governo e a Lava-Jato pode afetar novos governantes”, diz.

O economista Samuel Pessôa destacou a queda da renda per capita como um dado alarmante. Segundo as projeções, será de 10% no quadriênio entre 2014 e 2017, mais do que os 9,6% do quadriênio 1981-1984. “Se nossas previsões estiverem certas, estamos na maior queda de renda per capita dos últimos 120 anos.”

O economista André Braz projetou em 7,2% a inflação deste ano, menos que a estimativa anterior, de 7,4%. Entre outras previsões do Ibre, estão o aumento da taxa média de desemprego de 8,5%, em 2015, para 11,5% este ano; uma queda de 3,4% da massa real de rendimentos; o dólar cotado a R$ 4,20 no fim do ano; e uma dívida bruta de 74,6% do PIB, subindo para 82,25% em 2017.

valor Econômico – 22/03/2016

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Recessão se aprofunda

Mesmo com a possibilidade de troca de governo, o mercado financeiro prevê o aprofundamento da recessão em 2016 e atividade econômica mais fraca em 2017. Segundo o boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de queda de 3,60% neste ano, ante projeção de 3,54% na semana passada. Para o ano que vem, os agentes revisaram a estimativa de crescimento de 0,50% para 0,44%.

A retração deve acelerar o fechamento de empregos. Com menos dinheiro no mercado consumidor, a tendência é de que os preços cedam, avaliou Hugo Monteiro, analista do BullMark Financial Group. Por isso, os agentes revisaram a previsão de alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 7,46%, na última semana, para 7,43%.

Política

O câmbio é outro fundamento que levou os analistas a preverem inflação menor. Segundo o Focus, a expectativa para a cotação do dólar no fim deste ano caiu de R$ 4,25 para R$ 4,20. Nesse caso, o movimento está ligado à política. A suspensão da nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil e a formação da comissão que avaliará o impeachment da presidente Dilma Rousseff reforçaram a aposta de mudança de governo, o que agrada os investidores.

Para o analista Matheus Portela, da DXI Planejamento Financeiro, um dólar mais fraco e pressionando menos a inflação favorece a possibilidade de o BC reduzir a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25% ao ano. Mas isso vai depender do quadro político. “Com o impeachment ocorrendo em abril ou maio, é possível que o dólar caia para um nível menor. Se isso não ocorrer, toda a euforia do mercado irá embora”, salientou.

Correio Braziliense – 22/03/2016

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Indústria brasileira tem pior desempenho global, mostra estudo do Iedi

A indústria brasileira encerrou 2015 com o pior desempenho entre as principais economias. No quarto trimestre do ano passado, a produção brasileira recuou 12,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou bem abaixo da produção mundial, que cresceu 1,9% no período, segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O levantamento foi feito com base nos dados da Unido (United Nations Industrial Development Organization – um braço das Nações Unidas para a indústria). O descompasso da indústria de transformação brasileira com o restante do mundo fica evidente ao se comparar em detalhes o resultado nacional com o de outros países.

O tombo da indústria da Rússia – outro país em grave situação econômica – foi de 5,7% no quarto trimestre. Na América Latina, a queda foi de 4%, embora algumas nações tenham exibido resultados bem menos preocupantes: a produção do Chile recuou 1,5%, e a da Argentina caiu 0,9%. No México, houve crescimento de 2,2%.

O intenso recuo observado na indústria nacional pode ser explicado pelo já conhecido Custo Brasil – que retira a competitividade do produto nacional – e pela incerteza que passou a dominar a economia brasileira. Com baixa confiança de consumidores e empresários, os investimentos foram postergados pelas companhias, contribuindo ainda mais para a piora do setor industrial.

“A queda da indústria brasileira descola de outras economias, incluindo as latino-americanas. O nível de contração do setor foi sem precedentes”, afirma Rafael Cagnin, economista do Iedi. “A paralisia da construção pesada, os problemas enfrentados pela Petrobrás e o ajuste fiscal feito por meio do investimento público causaram um baque muito grande”, diz Cagnin.

Queda global. A compilação de dados feita pelo Iedi também mostrou que a indústria mundial desacelerou. Nos países em desenvolvimento, a produção industrial avançou 4,6% no quatro trimestre do ano passado na comparação com o mesmo período de 2014. No trimestre imediatamente anterior, a alta havia sido de 4,9%.

No recorte das nações consideradas desenvolvidas, a indústria cresceu 0,2% nos últimos três meses do ano passado. No trimestre anterior, a alta havia sido de 1%.

A desaceleração da economia mundial deverá ser mais um entrave para a retomada do setor industrial brasileiro e, consequentemente, da economia nacional Com a desvalorização cambial e a retração do mercado interno, uma das apostas das empresas brasileiras está na retomada do comércio internacional como forma de mitigar os efeitos da atual recessão.

“Uma das esperanças do País nesse cenário tão conturbado é reativar a economia via exportação”, afirma Cagnin. “Mas a piora dos números é relevante para mostrar que a economia internacional não está tão bem como alguns acham. A recuperação tem sido fraca e vem se arrastando há muito tempo.”

Pelos números do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia mundial cresceu 3,1% em 2015. Neste ano, a previsão do órgão é de uma expansão de 3,6%.

O Estado de S.Paulo – 22/03/2016

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Para economistas, país cortará vagas pelo 11º mês consecutivo

Os desdobramentos negativos da recessão sobre o mercado de trabalho, que começaram a se manifestar sobre os indicadores no ano passado, devem seguir aparecendo também em 2016. Conforme a média de 18 projeções de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, entre janeiro e fevereiro a taxa de desemprego avançou de 7,6% para 8,2%. No mesmo período de 2015, ela foi de 5,8%, vindo de 5,3% no mês anterior.

As estimativas para a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que será divulgada amanhã pelo IBGE, vão de desocupação de 7,9% a 8,5% da população economicamente ativa (PEA). Essa será a última divulgação da PME. Ela será substituída pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, cujo resultado de janeiro será apresentado quinta-feira.

O saldo de vagas formais apurado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em fevereiro, por sua vez, segundo média de 12 projeções, deve ser negativo pelo 11º mês seguido, com corte de 56,2 mil vagas. As estimativas – o resultado oficial será divulgado hoje – variam de fechamento de 4 mil a 125,3 mil postos com carteira.

Para o economista da Parallaxis, Rafael Leão, o resultado de fevereiro – corte previsto de 60 mil empregos – reflete a gravidade da retração da economia, mas também a sazonalidade menos negativa em relação ao primeiro mês do ano. “Janeiro geralmente contabiliza as demissões dos temporários contratados em novembro e dezembro”, diz. O primeiro resultado do Caged de 2016 registrou perda de 99,7 mil vagas.

O Itaú espera 70 mil demissões líquidas. Como fevereiro é, em geral, um mês de contratações – com médias de 205 mil admissões líquidas entre 2010 e 2014 e perda de 2,4 mil vagas no ano passado -, o resultado representa fechamento de 158 mil postos de trabalho, conforme a série com ajuste sazonal elaborada pela instituição.

O saldo negativo de fevereiro, afirma Leão, deve mostrar a desaceleração mais forte esperada para os serviços em 2016. Formado em grande parte por ocupações de pouca qualificação e baixa remuneração, o setor tem mostrado maior resistência do que a indústria, que amarga saldos negativos no Caged desde 2014. O segmento de transformação, diz o economista, já fez boa parte do ajuste e deve registrar resultados menos negativos em 2016.

A retração dos salários no segmento, ao lado do comportamento mais benigno dos preços administrados contribuirão para desacelerar a inflação de serviços a 6,5% no fim deste ano, segundo projeções da Parallaxis.

A equipe do Bank of America Merrill Lynch espera que a desaceleração maior dos serviços também apareça na PME, que engloba as seis principais regiões metropolitanas.

A expectativa da Tendências, por sua vez, é que o nível de emprego registrado pela PME também siga encolhendo. A estimativa da consultoria para a taxa de desemprego em fevereiro é de 8,2%. o que representa queda de 2,6% na ocupação, na comparação com o mesmo intervalo de 2015, e desempenho próximo ao de janeiro (-2,7%).

Valor Econômico – 22/03/2016

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Com crise de Dilma, vice monta time de conselheiros econômicos

O time de conselheiros que vem auxiliando o vice-presidente Michel Temer a elaborar seu programa econômico, caso venha a assumir o comando do país, reúne nomes que colaboraram tanto com o PSDB como com o PT, mas hoje são críticos à gestão Dilma Rousseff.

O grupo de economistas reúne nomes como o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, o ex-secretário de Política Econômica no primeiro mandato de Lula Marcos Lisboa e o ex-ministro da Previdência de Fernando Henrique Cardoso Roberto Brant.

O primeiro documento elaborado com a participação dos três foi “A Ponte para o Futuro”, o chamado “Plano Temer”. O documento traz uma série de críticas à política econômica de Dilma Rousseff e sugere a adoção de medidas drásticas para limitar o aumento dos gastos públicos.

Muitas das propostas, porém, são consideradas impopulares, como a que prevê desvincular os benefícios da Previdência dos reajustes concedidos ao salário mínimo. Aliados do vice dizem, contudo, que são medidas imprescindíveis para a retomada da economia.

Coordenador da equipe que formulou a “Ponte para o Futuro”, o ex-ministro Moreira Franco costuma dizer que seus idealizadores beberam nas fontes que “deram certo”: o Plano Real, de FHC, e a “Carta ao Povo Brasileiro”, de Lula.

Citado como um dos principais conselheiros do vice, Delfim Netto auxiliou os governos de Lula e Dilma, mas passou a fazer críticas à economia da presidente quando vieram à tona as chamadas pedaladas fiscais.

Ele e Temer são amigos e almoçam semanalmente em São Paulo, para discutir o cenário econômico.

Ex-secretário de política econômica de Antonio Palocci, Marcos Lisboa também é próximo de líderes do PSDB –em 2014, ajudou a formular o programa econômico da campanha de Aécio Neves.

Ele afirma que “conversa e dá sugestões a todos os partidos” e nega rumores de que ocuparia um ministério em um eventual governo Temer.

“Não o conheci e nunca o encontrei”, disse Lisboa sobre o vice. “Faço colaborações em textos e leio os que me enviam.”

O mineiro Roberto Brant é apontado como o autor da redação final da “Ponte para o Futuro”. O documento também contou com a colaboração de políticos, inclusive nomes de fora do PMDB.

O senador José Serra (PSDB-SP) recebeu com antecedência um rascunho do documento e contribuiu com propostas, como a que sugere mais transparência à administração da taxa de câmbio pelo Banco Central.

Publicamente, ele não assume a colaboração.

Hoje próximo de Temer e do PMDB, Serra é visto, mesmo entre tucanos, como um possível ministeriável de uma Presidência do vice.

Ainda entre os colaboradores políticos está o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele é um dos principais interlocutores de seu partido com o mercado financeiro e defendeu internamente a divulgação do “Plano Temer”, quando muitos diziam que o documento era impopular.

Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central de FHC, também foi abordado por pessoas próximas ao vice. Ele foi reticente ao contato, mas leu o Plano Temer e o elogiou publicamente. À Folha, ele negou reunir-se com representantes do PMDB.

O vice trabalha agora no que vem sendo chamado de “Plano Temer 2”, focado na área social.

Peemedebistas dizem que este documento contará com uma colaboração do economista Ricardo Paes de Barros –ele nega a participação.

Paes de Barros atuou na formulação de políticas sociais nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula, incluindo o Bolsa Família.

Folha de S.Paulo – 22/03/2016

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Pessimismo diminui no setor da construção, aponta CNI

A atividade da indústria da construção reduziu o ritmo de queda em fevereiro, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador passou de 33,6 pontos em janeiro para 35,2 pontos no mês passado. Na mesma comparação, o indicador de número de empregados subiu de 33,8 pontos para 35,5 pontos.

Os índices de evolução do nível de atividade e do número de empregados variam de zero a 100 pontos. Valores abaixo dos 50 pontos indicam expectativa de queda. Quanto menor o índice, mais intenso e disseminado é o pessimismo, segundo a CNI.

O indicador de atividade efetiva em relação ao usual, entretanto, foi na direção contrária e atingiu o menor nível da série histórica, 25,3 pontos, queda de 1,2 ponto em relação ao observado em janeiro. O reduzido nível de atividade também pode ser verificado pela baixa utilização da capacidade de operação (UCO), diz a CNI. Na passagem de janeiro para fevereiro, a UCO manteve-se estável em 56%. Mesmo assim, o número representa 4 pontos percentuais abaixo do obtido em fevereiro de 2015 e 10 pontos abaixo da média histórica.

Os indicadores de expectativa apresentaram, pelo segundo mês consecutivo, redução do pessimismo. Os valores foram os maiores desde agosto de 2015. A exceção foi o indicador de expectativa de novos empreendimentos e serviços, que se manteve em 38,1 pontos. A CNI ouviu 593 empresas.

Valor Econômico – 22/03/2016

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Redação On março - 22 - 2016
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