Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Produção da Vale pode cair pela metade

A Vale S/A está com 88 pedidos de licenciamento protocolados na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), dos quais 25 se encontram em caráter de urgência. Caso esses 25 não sejam aprovados no período de um ano, poderão causar uma queda de até 50% na produção da mineradora nos próximos exercícios. Isso significa uma drástica redução dos atuais 200 milhões de toneladas de minério de ferro anuais para cerca de 100 milhões. O nível de emprego gerado pela companhia no Estado poderia ser igualmente afetado. Hoje, a Vale emprega 33 mil funcionários em Minas Gerais.

O mais crítico dos protocolos diz respeito ao pedido de licença de operação (LO) de uma nova barragem de rejeitos na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (região Central). Segundo o gerente-executivo de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento de Novos Negócios da Vale, Lúcio Cavalli, se o requerimento não for aprovado nos próximos 60 dias, a produção terá que ser suspensa imediatamente, pois a barragem em funcionamento está próxima do limite de capacidade. Somente a mina de Brucutu é responsável pela produção de aproximadamente 30 milhões de toneladas de minério por ano e geração de 3,3 mil postos de trabalho.

“Em suma, a morosidade do processo de aprovação dos licenciamentos pode levar à paralisação das operações da mina de Brucutu, do Complexo Itabira, e de metade do Sistema Sul (Vargem Grande 1 e 2 e mina do Pico) nos próximos três anos”, alerta Cavalli.
Além da mina de Brucutu, também estão em caráter de urgência pedidos de licenciamento para construção ou adequação de barragens e continuidade de produção em várias das 17 minas da companhia em operação em Minas Gerais. Há, por exemplo, o pedido de licença prévia (LP) e de instalação (LI) para alteamento na barragem Itabiruçu, em Itabira; LP e LI da disposição de rejeito na cava da Cauê e implantação do dique 8 na barragem Pontal (ambos os projetos também em Itabira); LP da barragem Maravilhas III, em Itabirito, na região Central; e LP/LI da disposição de lama na cava da mina de Alegria, em Mariana, também na região Central.

O gerente-executivo cita outros projetos fundamentais para a continuidade das operações da mineradora no Estado, que ainda se encontram em avaliação pelo órgão ambiental, entre os quais estão o de licença prévia do desenvolvimento do Complexo de Vargem Grande em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); LP da expansão da mina de Abóboras (Nova Lima); LP/LI da continuidade das operações da Mina de Jangada em Sarzedo (RMBH); LP da cava da Divisa (mina de Brucutu).

“A Vale não tem interesse em reduzir produção e emprego, por isso está buscando apoio do governo, da ALMG e da sociedade. No mercado atual, tudo que se deixa de ser produzido em um lugar, passa a ser produzido em outro”, explica.

Diversificação – O presidente do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), José Fernando Coura, defende a aprovação dos licenciamentos da Vale e pede a retomada da normalidade no processo dos licenciamentos ambientais de Minas Gerais. Para ele, o Estado precisa trabalhar na pauta de diversificação econômica, sem deixar de lado as bases industriais encontradas em setores como mineração, siderurgia, metalurgia, entre outros.

“Precisamos diversificar nossa economia sim, mas sem diluir a base de produção. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que se tirarmos essas atividades do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas, o Estado passa de terceira economia do País para 14ª. Minas está perdendo oportunidades por falta de licenças ambientais”, argumenta.

O assunto foi debatido ontem durante reunião extraordinária da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para tratar dos investimentos da mineradora em Minas Gerais.

Força-tarefa – O presidente da comissão, deputado Gil Pereira (PP), avaliou a reunião como positiva. Segundo ele, ao fim dos trabalhos, os deputados solicitaram que seja realizada uma audiência pública para debater a importância de se criar uma força-tarefa a fim de se resolver o problema dos licenciamentos ambientais pendentes no Estado entre outros requerimentos.

“O próximo passo será pedir ao governador (Fernando Pimentel) que designe mais funcionários para que o Estado possa priorizar os licenciamentos. Somente na Vale temos em risco bilhões de reais e milhares de empregos. A questão ambiental realmente tem que ser analisada e tratada com cuidado, mas sem prejudicar os interesses econômicos do Estado”, resume.

Fonte: Diário do Comércio

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Usina de ferro-liga é reativada com objetivo de gerar quase 200 empregos
Renata Volpe Haddad

A solenidade de reativação da usina de ferro-liga instalada no bairro Previsul em Corumbá, distante 419 km de Campo Grande, aconteceu nesta quarta-feira (16). Adquirido pela Granha Ligas, o objetivo da empresa é gerar no primeiro semestre deste ano, 121 empregos no município.

A empresa está instalada na antiga estrada do Urucum e no local da antiga Usina Ferro-Ligas Corumbá, empresa mineira desativada desde 2009.

Inicialmente, os trabalhos serão retomados com 33% da capacidade total do sistema. A meta é operar com 100% até o final de 2016. O projeto é dobrar a produção, inclusive com a instalação de novos fornos e equipamentos, já no próximo ano.

De acordo com o secretário da Semade (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), Jaime Elias Verruck, a usina de ferro-ligas é a única do Estado. “A Granha compra da Vale o ferro manganês e produz ferro-ligas e vende para grandes empresas. Na primeira etapa, 121 empregos são gerados e até o final deste ano, com a instalação do segundo auto forno, mais 50 empregos têm que ser gerados”, informa.

Verruck fala ainda que mesmo com a crise no setor de mineração, foi possível reativar os trabalhos da usina. “Desde o início do nosso governo, estamos tentando reativar empreendimentos e concedemos incentivos fiscais para a empresa, mas eles têm que produzir e gerar empregos no município”, explica.

Ainda conforme o secretário, a Granha compra da Vale 30 mil toneladas de manganês e tem a meta de produzir 40 mil toneladas de ferro-liga. “A exportação do produto será para o mercado argentino por meio de hidrovia e a rodovia será o meio de transporte para o mercado interno”, alega.

Segundo o presidente da Granha Ligas, Manoel Inácio, por mês serão produzidos 2 mil toneladas de ferro-liga. “Até junho vamos produzir essa capacidade máxima e temo um compromisso com o governo de até 2020 dobrar a nossa produção”, informa

De acordo com o presidente do sindicato das industrias de carvão vegetal de MS, Marcos Brito, o governador assinou hoje durante a solenidade, o benefício da redução do ICMS da energia elétrica. “O processo de fabricação representa 42% de todo insumo, pois a usina se caracteriza em empresas Eletrointensivas”, afirmou.

Para o prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, apesar dos entraves, como a instabilidade econômica, foi possível reativar a empresa. “Uma parte do nosso minério será transformado aqui mesmo na cidade. Ou seja, ele deixa de sair só como matéria prima e ganha mais valor de mercado. Na prática, isso significa que os empregos que seriam gerados na China ficarão aqui mesmo, com os corumbaenses”, comentou.

Fonte: Campo Grande News

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Minério de ferro fecha em alta de 1,3% na China, a US$ 53,57

Minério negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza fechou cotado a US$ 53,57

Ricardo Bomfim

O minério de ferro spot (à vista), negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza, fechou em alta de 1,3%, a US$ 53,57.

A cotação do minério é um importante balizador para o desempenho das ações da Vale, já que é o seu principal produto.

Fonte: Infomet

Redação On março - 16 - 2016
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