Sindicato Nacional da Indústria de
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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Importações brasileiras caem 46% em 2 anos

A combinação entre a forte alta do dólar e a fraqueza da economia causou diminuição de quase US$ 20 bilhões (46%), para US$ 20,628 bilhões, nas compras externas entre os dois primeiros meses de 2016 e igual período de 2014.

A Eoc International, consultoria em comércio exterior que auxilia empresas brasileiras a comprar vinhos estrangeiros, sentiu a queda das operações. Segundo Raphael Allemand, diretor da Eoc, as companhias brasileiras seguiram dois caminhos diferentes desde que a desvalorização do real começou. “Algumas conseguiram manter os fornecedores no exterior e passaram a comprar uma linha mais barata, mas outras foram mais afetadas e tiveram que fechar”, disse.

Além do câmbio, a fraqueza da atividade econômica interna também prejudica as importações brasileiras. “Como estamos produzindo menos, deixamos de comprar insumos e máquinas, por exemplo”, comenta Paulo Dutra, professor de economia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

“Esse movimento é bastante prejudicial para a nossa indústria, que passa a produzir de forma menos competitiva, tanto para o mercado interno quanto para o mercado externo”, complementa.

O professor afirma ainda que a perda do grau de investimento também afeta as compras no exterior, já que ficou mais caro tomar empréstimos fora do País desde o rebaixamento pelas agências de risco.

Entretanto, a diminuição das compras no exterior pode favorecer a indústria nacional. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), por exemplo, pretende, em 2016, substituir a importação de cerca de 200 milhões de peças para vestuário por alternativas feitas no Brasil.

Alívio

Apesar do cenário ruim, a recente valorização do real amenizou a situação dos brasileiros que compram mercadorias de outros países.

“As importadoras já perceberam que o dólar não vai voltar a custar R$ 3 tão cedo e estão valorizando essa pequena queda do câmbio”, diz Allemand. De acordo com o especialista, muitos de seus clientes aproveitam o fortalecimento repentino do real para fazer pagamentos e compras pontuais.

Dutra segue a mesma linha: “o câmbio saiu de mais de R$ 4 e está perto dos R$ 3,60, uma valorização importante que gera impacto. Muita gente aproveita porque não sabe até quando vai durar esse período”, afirma.

DCI – 14/03/2016

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Do espaço, um termômetro do PIB chinês

Diante da falta de credibilidade das estatísticas chinesas e do temor de uma desaceleração brusca do Produto Interno Bruto (PIB) do país, os investidores estão recorrendo aos céus. Ou melhor: ao espaço. A empresa SpaceKnow, baseada em São Francisco, lançou um índice que mede a atividade econômica da China a partir de imagens de satélite.

O SMI (sigla para Satellite Manufacturing Index) usa um algoritmo para comparar fotos de mais de seis mil áreas industriais da China e identificar mudanças visuais, como aumento do estoque visível ou ampliações de fábricas. São usadas fotos que cobrem mais de 500 mil quilômetros quadrados da China, e o arquivo de imagens remonta a 14 anos.

— Temos um olhar independente sobre as instalações industriais na China usando uma metodologia completamente diferente — afirma o diretor executivo da SpaceKnow, Pavel Machalek. — Não realizamos pesquisas, nosso índice é totalmente objetivo e autômato, a partir de milhares de locais na China.

Machalek, que nunca visitou a China, disse que sua empresa tem atraído o interesse de fundos de investimento, que buscam estatísticas mais apuradas sobre a economia chinesa. Muitos clientes buscam informações sobre instalações específicas e pedem modelos customizados de medição.

Recorrer a satélites para medir a economia não é novidade. O Banco Mundial Bird) usa imagens do espaço para acompanhar a situação em países menos desenvolvidos. No Sri Lanka, por exemplo, o Bird trabalha em parceria com a Orbital Insigth, uma startup baseada em Palo Alto.

Na China, as inovações em estatística não param por aí. A Baidu, dona da ferramenta de buscas na internet mais famosa do país, começou a publicar estatísticas econômicas com base nas informações mais procuradas por internautas. O índice leva em conta informações georreferenciadas, a partir da localização dos usuários de smartphones.

O Globo – 14/03/2016

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Produção da China desacelera para nível de 2008

A produção industrial na China registrou o menor crescimento nos dois primeiros meses do ano, no pior desempenho desde a crise financeira de 2008. Segundo o governo chinês, a produção desacelerou para 5,4% em janeiro e em fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2015. Os dados renovaram os temores com a capacidade de recuperação da segunda maior economia do mundo, depois dos EUA.

O indicador de produção soma-se a uma batelada de números ruins da China, e atrapalha a o governo no momento em que ele tenta reorientar a economia do país, até então baseada em crescimento via investimentos públicos e exportações, para uma economia de consumo.

Além da produção menor, os embarques chineses para o exterior também recuaram 25,4% em fevereiro, frente ao mesmo mês de 2015, enquanto que as vendas do varejo cresceram abaixo do esperado nos dois primeiros meses – 10,2%, contra a previsão de expansão de 10,9% dos analistas.

Os dados levaram o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, a afirmar que a desaceleração da China é um dos “mais perigosos coqueteis de risco” desde a crise financeira global de 2008. Para o economista Zhou Hao, do Commerzbank, os dados fornecem um “panorama preocupante, em que as projeções de crescimento econômico do país continuam sombrias”.

Os economistas apontam para dois fatos: por um lado, a China registrou no ano passado o pior PIB em 25 anos; por outro, sua dívida equivale hoje a 250% do PIB e a saída de capital é recorde.

Apesar dos indicadores ruins, o presidente do BC chinês, Zhou Xiaochuan, afirmou que o país ão necessita de mais incentivos para o crescimento. “Estímulos excessivos na política monetária não são necessários para alcançarmos a meta [de crescimento do PIB]”, disse ele à imprensa, referindo-se ao plano de Pequim de promover uma expansão econômica de ao menos 6,5% por ano nos próximos cinco anos. “Se não houver nenhum grande problema econômico ou turbulência financeira, manteremos uma política monetária prudente”.

Valor Econômico – 14/03/2016

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Lagarde, do FMI, defende juros negativos, mas cobra reformas

As políticas monetárias não convencionais dos bancos centrais na Europa e no Japão receberam a aprovação do Fundo Monetário Internacional ( FMI) ontem, apesar de autoridades de mercados emergentes terem advertido que essas medidas estão elevando os riscos para a economia global. Japão e zona do euro têm praticado taxas de juros negativas, numa tentativa de animar a combalida economia dessas regiões.

O debate sobre os méritos das políticas não convencionais acontece dias antes de importantes bancos centrais, como o Federal Reserve, dos EUA, o Banco da Inglaterra e o Banco do Japão, anunciarem suas decisões sobre as taxas de juros.

ÍNDIA VÊ CUSTOS AUMENTANDO
No término de um evento de três dias do FMI em Nova Délhi, a diretora gerente do FMI, Christine Lagarde, afirmou que os países deveriam seguir adiante com políticas monetárias não convencionais, se elas vierem acompanhadas de reformas estruturais e baixa inflação.

— A política monetária é necessária, mas não pode ser a única medida — disse Lagarde.

Em declarações no mesmo evento no sábado, o presidente do BC da Índia, Raghuram Rajan, um crítico dessas políticas, disse que seus custos estão aumentando, apesar de os benefícios parecerem estar diminuindo. Rajan foi economistachefe do FMI.

O Banco Central Europeu adotou recentemente novas medidas de estímulo monetário ao reduzir, na semana passada, suas taxas de juros, que ficaram ainda mais negativas, aumentar as compras de ativos — também chamado de quantitative easing — e lançar um programa de empréstimos que os bancos deveriam estender à economia real.

O Banco do Japão levou suas taxas de juros para o território negativo pela primeira vez no início deste ano, e o Fed prevê endurecer sua política monetária apenas gradualmente, após anos de juros próximos de zero.

Rajan, do banco central indiano, propôs que um grupo de acadêmicos meça e analise os efeitos das políticas monetárias e indique quais deveriam ser usadas e quais evitar. O sistema de monitoramento poderia ser implementado por meio de acordo internacional ou através do FMI, acrescentou.

Lagarde não comentou a proposta, mas a ideia de Rajan agradou a representantes de outros países emergentes.

— Primeiro, nós precisamos avaliar como essas políticas estão afetando e que tipo de distorções está sendo criado. Só então podemos procurar medidas corretivas — disse Sukudhew Singh, vice- governador do banco central da Malásia.

O Globo – 14/03/2016

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Flexibilização trabalhista desafia governo Hollande

Um ambicioso projeto de lei de flexibilização do mercado de trabalho na França, para melhorar a competitividade das empresas e facilitar a criação de empregos, está causando revolta de sindicatos, estudantes e ampliando um racha na esquerda francesa.

O projeto do governo socialista francês reúne o que tem sido bem sucedido em países como Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido e está previsto para ser apresentado ao Parlamento no dia 24. Mas opositores aumentam as manifestações de ruas. Uma greve geral está marcada para o dia 31 contra a “deriva sócio-liberal” dos socialistas.

A França, segunda maior economia da zona do euro, tem taxa de desemprego de 10,5%, o crescimento é medíocre e o temor em relação à globalização e concorrência do estrangeiro é persistente nesse país já normalmente refratário a reformas.

O plano do presidente François Hollande não elimina a lei das 35 horas de trabalho semanal, um dos símbolos sagrados da esquerda francesa, mas na prática a desmonta. Amplia as possibilidades para as empresas evitarem esse limite por razões de reestruturação, abertura de novos mercados ou causas excepcionais.

Estabelece que os acordos entre o comitê sindical e os patrões em cada empresa, para fixar salário e jornada de trabalho, valem mais do que os entendimentos setoriais, reduzindo a força das grandes organizações sindicais.

O plano facilita também rebaixas salariais generalizadas para a conquista de mercados, e demissões por razões econômicas (quatro trimestres de perdas ou redução do faturamento). As indenizações no caso de demissões sem justa causa baixam para 15 meses de salários em vez de 24 a 27 meses para empregados com mais de 20 anos de antiguidade.

O governo socialista alega que a reforma é vital, em reação à desaceleração econômica e tensões sociais. Mas a esquerda mais dura, a começar dentro do próprio Partido Socialista, está mobilizada. Sindicatos falam de uma “volta ao século XIX”, reclamando da precarização das leis do trabalho. Os estudantes – tropa de choque de protestos políticos e temida por quem está no poder – também ocupam as ruas de grandes cidades francesas, não vendo muito futuro para eles.

A “decepção e cólera” de grupos de esquerda aumentam contra François Hollande, lembrando que ele foi eleito em meio a acusações contra o setor financeiro, que considerava seu maior inimigo, e prometia taxar mais a riqueza. E chega na reta final de seu mandato de cinco anos sob os aplausos de empresários e atacado por seus antigos eleitores.

Nos últimos dois anos, Hollande procurou impulsionar reformas para melhorar a competitividade, incluindo incentivo fiscal de € 40 bilhões para as empresas. Depois de muita polêmica, conseguiu aprovar uma lei para abrir as lojas no domingo e alguns setores para mais concorrência.

Recentemente, o governo fez um gesto à esquerda, com um fundo de € 2 bilhões para o treinamento de 500 mil desempregados no país. Mas o presidente continua sendo um dos líderes mais impopulares na França, com apenas 17% de apoio. Hollande e seu Partido Socialista perderam as últimas eleições na França, em níveis europeu, regional e nos departamentos.

Agora, certos analistas consideram que o presidente concluiu que precisa virar da esquerda para o centro do tabuleiro político. Somente assim teria chance de chegar ao segundo turno da eleição presidencial contra a extrema-direita, dentro de 14 meses.

Mas para a esquerda mais dura, o que ele vem fazendo poderá ter efeito duradouro sobre o futuro do Partido Socialista. De seu lado, os conservadores franceses, liderados por Nicolas Sarkozy, acham que Hollande só perderá mais apoio de seu próprio campo na esquerda. E prometem votar a reforma, se ela chegar ao Parlamento sem modificações – o que dificilmente ocorrerá, diante da pressão das ruas.

A flexibilização adotada nos vizinhos vem dando resultados positivos. Na Alemanha, os assalariados podem fazer acordo para garantir o emprego, aceitando o aumento da carga de trabalho e a baixa do salário por determinado período. No Reino Unido, a facilidade para fazer demissões por razões de cunho econômico ajuda as empresas a serem mais ativas nas contratações.

Na Espanha, uma reforma de 2012 permite às empresas rever as condições de salário e do trabalho, e assim ter flexibilidade interna em vez de demitir, em caso de dificuldades econômicas. Desde então, foram criados mais de um milhão de empregos.

Na Itália, uma reforma realizada pelo governo de Matteo Renzi facilita demissões nos três primeiros anos, compensada por proteção social para quem perde o emprego. A Itália reduziu um sistema com 40 tipos de contratos e 2 mil leis, para algo em torno de cinquenta normas claras no mercado de trabalho.

Valor Econômico – 14/03/2016

Redação On março - 14 - 2016
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