Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 25 de Novembro de 2017






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Tupy alcança lucro líquido de R$ 220,1 milhões em 2015

Resultado é 146% maior que o apurado no ano anterior; faturamento sobe 10%

Na contramão do mercado, a Tupy registrou forte aumento de 146% no lucro líquido em 2015 na comparação com o ano anterior, para R$ 220,1 milhões contra os R$ 89,2 milhões de 2014. Este resultado representou margem de 6,4% da receita, sendo que em 2014 a margem foi de 2,9%, segundo relatório de balanço financeiro divulgado pela empresa, considerada uma das maiores fabricantes de blocos e cabeçotes de ferro fundido no mundo e com sede em Joinville (SC).

O Ebitda ajustado (lucro antes de pagamento de juros, impostos e depreciação de ativos) encerrou o ano em R$ 596,1 milhões, alta de 17,5% sobre o resultado verificado no ano anterior, marcando este como o melhor Ebitda da empresa desde 2008.

O faturamento por sua vez subiu 10% na mesma base de comparação, passando de R$ 3,11 bilhões para R$ 3,42 bilhões em 2015, graças ao desempenho da empresa em mercados externos. Enquanto a receita do mercado interno apresentou queda de 27,1%, para R$ 621,6 milhões, puxada tanto pelo segmento automotivo quanto hidráulico, a receita do mercado externo aumentou 24%, para o equivalente a R$ 2,8 bilhões em 2015 contra os R$ 2,26 bilhões de 2014. Lá fora, o faturamento da empresa com o setor automotivo cresceu 25%, de R$ 2,17 bilhões para R$ 2,72 bilhões. A desvalorização de 43,5% da taxa média de câmbio em 2015 (R$ 3,38 R$ por US$ 1) sobre a de 2014 (R$ 2,36 por US$ 1) também impactou de maneira positiva a receita das vendas externas.

Durante 2015, a América do Norte foi responsável por 59,7% das receitas da Tupy. Por sua vez, a América do Sul e Central, 19,2%, e a Europa respondeu por 15,8%. Os demais 5,3% foram provenientes da Ásia, África e Oceania.

Em volumes, as vendas totais somaram 509,2 mil toneladas em 2015, queda de 13,2% no comparativo anual. A carteira foi composta de 93,3% de produtos automotivos, além de 6,7% de produtos de hidráulica. Com relação ao segmento automotivo, aproximadamente 18% do portfólio de produtos foi parcialmente ou totalmente usinados (contra 16% em 2014) e 82% não-usinados (84% em 2014).

Do total do volume de vendas, 76,7% foi destinado ao mercado externo enquanto apenas 23,3% para o interno. As entregas diminuíram 26,7% no Brasil, para 118,6 mil toneladas, das quais 99,6 mil toneladas para o setor automotivo (-27,2%) e 19 mil para o setor hidráulico (-24,1%). Em seu relatório, a Tupy destaca que por aqui o mercado foi amplamente impactado pela conjuntura econômica refletindo sobre a produção de veículos e bens de capital.

Já para outros mercados, a Tupy viu suas vendas caírem em menor proporção, de 8,1%, para 390,5 mil toneladas contra as 424,8 mil do ano anterior, puxada pela queda de 22,9% do setor hidráulico (15 mil toneladas), uma vez que o setor automotivo registrou retração de apenas 7,4% (375,5 mil toneladas). O desempenho, segundo a empresa, se deve ao resultado negativo das vendas ao setor de máquinas e equipamentos para mineração e agricultura.

Por outro lado, houve aumento de 5 pontos porcentuais da participação de CGI (ferro vermicular ou ferro grafite) nas vendas totais da Tupy em todo o mundo, de 10% para 15%, em detrimento da menor participação das demais ligas de ferro na mesma proporção, de 90% para 85%. Segundo o relatório, o avanço do faturamento apurado no exterior também foi puxado por novos produtos e novas aplicações de alta complexidade em CGI, principalmente nos mercados norte-americano e europeu.

No relatório, o presidente da Tupy, Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, destaca que o desempenho da empresa ao longo do exercício de 2015 foi resultado da acertada estratégia de gestão de riscos que a companhia adotou, embasada na diversificação de mercados, produtos, clientes e no estabelecimento de base manufatureira no exterior, com a consolidação da aquisição das unidades mexicanas em 2012 (leia aqui).

“O início de 2016 prenuncia desafios de extensão igual ou eventualmente superior aos enfrentados em 2015. Confiamos na solidez dos fundamentos da companhia, mas não podemos descuidar de ações essenciais relativas à manutenção da carteira de negócios corrente e adição de outros, ao controle de custos e despesas, ao gerenciamento eficaz das aplicações em capital – seja fixo, seja de giro –, além de outras iniciativas que, ao final, trarão benefícios aos acionistas da Tupy, seus funcionários e demais stakeholders. Estamos convictos de nossa capacidade de executar esses passos e totalmente comprometidos em fazê-lo”, afirma o executivo em relatório dedicado aos acionistas.

Fonte: Automotive Business

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Produção do setor eletroeletrônico cai 30% em janeiro, segundo Abinee

SÃO PAULO  –  A produção do setor eletroeletrônico apontou retração de 30,1% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2015, segundo dados do IBGE consolidados pela associação das empresas do setor, a Abinee. A queda é resultado do recuo de 38,8% da indústria eletrônica e do decréscimo de 23% na atividade da segmento elétrico.

“Este número é alarmante, pois a base de comparação com janeiro do ano passado é muito fraca, uma vez que a produção do setor havia recuado 14% em relação a janeiro de 2014”, disse, em comunicado, o presidente-executivo da Abinee, Humberto Barbato.

Nos últimos 12 meses, a produção da indústria eletroeletrônica teve queda de 22,4%. No período, houve redução de 31,3% nas atividades da indústria eletrônica e de 13,9% na indústria elétrica.

“Os péssimos números demonstram a necessidade de que a crise política seja resolvida o mais rápido possível. Este impasse, que causa paralisia na atividade econômica, é insustentável para a indústria”, afirmou Barbato.

(Gustavo Brigatto | Valor – 08/03/2016

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Indústria de veículos continuará reduzindo produção nos próximos meses, prevê Anfavea

A indústria brasileira de veículos continuará fazendo ajustes de produção nos próximos dois meses, suspendendo contratos de trabalho de cerca de 2 mil trabalhadores apenas em março, afirmou nesta sexta-feira o presidente da associação que representa o setor, Anfavea.

A redução na produção vai ocorrer após queda de 31,6 por cento no volume montado no primeiro bimestre sobre o mesmo período do ano passado e depois de o setor reduzir o número de pessoal ocupado em 8,5 por cento ao final do mês passado sobre fevereiro de 2015, segundo os dados da entidade.

“O cenário de restrição à produção deve continuar nos próximos dois meses”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Moan, a jornalistas. “Está previsto para este mês mais 1.800 trabalhadores em layoff (suspensão de contratos de trabalho), somando 38,2 mil no setor com alguma restrição de trabalho”.

O setor terminou fevereiro com estoque de 241,4 mil veículos novos à espera de compradores, queda de 8 por cento sobre janeiro. Porém, ao ritmo de vendas do mês passado, o total estocado era suficiente para 46 dias de vendas, disse a Anfavea.

A indústria de veículos empregava no fim de fevereiro 130,26 mil trabalhadores. Segundo Moan, não fosse uma empresa do setor efetivar cerca de 2 mil trabalhadores terceirizados em fevereiro, os dados de pessoal ocupado teriam sido ainda mais fracos. Ele não citou o nome da empresa que fez as contratações.

O presidente da Anfavea afirmou que segundo as projeções da entidade para o setor neste ano, de alta de 0,5 por cento na produção, queda de 7,5 por cento nas vendas no mercado interno e expansão de 8,1 por cento nas exportações, a ociosidade das montadoras em 2016 será de 52 por cento.

Porém, o setor terminou o bimestre com um nível de ociosidade de 64 por cento, com situação mais grave no segmento que reúne caminhões e ônibus, onde a taxa era de 81 por cento.

Na avaliação da Anfavea, a indústria deve ter alguma reação mais para o fim do ano, o que justifica a manutenção das projeções da entidade para 2016. Internamente, a entidade esperava vendas em fevereiro de 148 mil veículos novos e o dado final foi de 146,8 mil, o que deu confiança à Anfavea para deixar inalteradas as estimativas para o ano, disse Moan.

Perguntado se a crescente instabilidade política pode prejudicar ainda mais as expectativas do setor para este ano, Moan afirmou que “a economia brasileira está nesta situação em função da mistura das questões políticas com as medidas necessárias para a retomada do desenvolvimento”.

Nesta sexta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de uma nova fase da Operação Lava Jato, sendo levado pela Polícia Federal a prestar depoimento em São Paulo. Em pronunciamento após ser liberado pelos policiais, Lula afirmou que “o que aconteceu hoje era o que precisava acontecer para o PT levantar a cabeça” e que a partir da semana que vem estará “disposto a andar por este país”.

“Questões políticas estão corroendo a economia e são terríveis porque contaminam fortemente o nível de confiança e aumentam o nível de pessimismo do empresário e consumidor brasileiros”, disse Moan sobre a instabilidade política no país.

Fonte: Reuters

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Confiança da construção tem ligeira alta
Gabriela Pedroso

A leve melhora no Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) neste início de ano ainda não é suficiente para elevar os ânimos do setor. De acordo com pesquisa feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o indicador atingiu a marca de 30,4 pontos em fevereiro, uma alta de 2,30 pontos frente à de janeiro (28,1 pontos) – que já havia registrado aumento -, mas ainda demonstra insatisfação por parte do empresariado. O índice varia de 0 a 100 pontos, indicando descontentamento abaixo da linha divisória dos 50 pontos e satisfação acima.

O conturbado cenário político e econômico brasileiro novamente contribuiu para o pessimismo gerado entre os empresários da indústria da construção. No que diz respeito às condições atuais de negócio, o sentimento geral do segmento também refletiu insatisfação. O quesito registrou 22,4 pontos em fevereiro frente a 20,3 pontos no mês anterior, mas quando comparado ao mesmo período em 2015 (27 pontos), há queda no indicador. As expectativas para os próximos seis meses também não estão no patamar desejado (34,5 pontos), ficando abaixo do registrado em fevereiro do ano passado (35,2 pontos), que já retratava o descontentamento do setor.

Para 2016 como um todo, espera-se que o Índice de Confiança se aproxime da marca dos 50 pontos, o que significaria uma redução na insatisfação dos construtores mineiros. No entanto, com a perspectiva de manutenção do quadro de recessão no Brasil, da alta taxa de desemprego e dos juros elevados, não deve haver reversão do indicador para um nível satisfatório, ou seja, acima da linha divisória.

“Mesmo com uma menor insatisfação por parte do construtor neste ano, essa variação não foi significativa. Em 2016, não acreditamos que haverá uma reversão nessa percepção, principalmente pelo cenário de crise atual. Os empresários da construção estão pessimistas em relação a várias questões, e a falta de confiança ainda permanece”, analisa a economista da Fiemg Annelise Rodrigues Fonseca.

O indicador de atividade da Indústria da Construção mostrou que o segmento apresentou queda significativa na produção em 2015, com Minas Gerais com 28,8 pontos e o Brasil com 33,3 pontos em dezembro. Em janeiro deste ano, houve uma pequena melhora para o Estado, 31,1 pontos, e para o Brasil, 33,6 pontos.

Fonte: Diário do Comércio

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Recuperação judicial aumenta 116% no bimestre

Os pedidos de recuperação judicial aumentaram 116,4% no primeiro bimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Serasa Experian. Foram 251 pedidos, ante 116 em 2015. É o maior número para o período desde a entrada em vigor da atual legislação, em junho de 2005.

As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos no bimestre, com 150 pedidos, seguidas pelas médias (58) e pelas grandes empresas (43).

Só em fevereiro, os pedidos de recuperação aumentaram 61,5%, para 155, ante janeiro, e subiram 269% ante fevereiro do ano passado. Os pedidos de falência subiram 15,3% no primeiro bimestre, para 233. Do total, 123 foram de micro e pequenas empresas, 57 de médias e 53 de grandes empresas. No mês passado, foram registrados houve 132 pedidos de falência, aumento de 30,7% ante janeiro e de 48,3% ante fevereiro de 2015.

Valor Econômico – 08/03/2016

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Com acordo, Vale poderá ter 15% de rival australiana

Um acordo anunciado ontem no início da noite pela Vale pode levar a companhia brasileira a entrar na produção de minério de ferro na Austrália no futuro. A mineradora informou ao mercado que assinou um memorando de entendimento com a empresa australiana Fortescue Metals Group para distribuição de minério de ferro na China.

Mas o acordo firmado entre as duas companhias – a número um do setor (Vale), e a número quatro (Fortescue) – prevê ainda a possibilidade de que a Vale venha a deter uma fatia minoritária de até 15% da australiana.

Se isso se efetivar, será a primeira vez que a brasileira terá participação no capital de uma mineradora concorrente no mercado global. Para analistas, o movimento é um passo para a Vale entrar no mercado australiano de minério de ferro. E que o acordo pode permitir às duas empresas ter um melhor controle sobre os preços da matéria-prima.

Neste ano, o minério chegou a ser comercializado próximo de US$ 30 a tonelada. Anos atrás, a cotação do produto esteve próxima de US$ 200 a tonelada, puxada pela forte demanda da China.

Com a assinatura do memorando, que prevê uma parceria de longo prazo, a Vale pode formar uma ou mais joint ventures com a Fortescue para a mistura (blending, no jargão do mercado da matéria-prima do aço) de volumes selecionados de minério de ferro. E poderá também realizar a distribuição de produtos das duas empresas na China.

O acordo possibilita ainda que a companhia brasileira – que produziu 345 milhões de toneladas de minério de ferro no ano passado – realize projetos de mineração em conjunto com a Fortescue na Austrália, faça investimentos em ativos de mineração existentes ou futuros, ou adquira a participação minoritária na controladora da australiana.

Em teleconferência com a imprensa feita para comentar a operação, o presidente da Fortescue, Nev Power, afirmou que a Vale “tem liberdade” para comprar a participação quando quiser, mas não há exigência de uma compra da companhia australiana pela rival brasileira.

O executivo afirmou que a parceria visa a criação de um relacionamento construtivo de longo prazo e não há estratégia para exercer controle sobre o mercado.

Segundo a Vale, o memorando não constitui um contrato ainda e não é judicialmente vinculante entre as partes. Ele permanece sujeito ao acordo dos termos finais de quaisquer documentos de transação, incluindo o conselho de administração das duas empresas, assim como qualquer aprovação regulatória.

Em nota, o diretor executivo de minerais ferrosos da Vale, Peter Poppinga, disse que o acordo é um “importante passo para otimizar a cadeia de suprimentos da Vale”, criando novas plataformas para o desenvolvimento futuro de minas. “Estamos com uma visão de futuro de 10 anos”, disse.

Power também destacou a visão de longo prazo e disse que o novo produto de minério de ferro resultante da parceria vai se adequar às necessidades futuras dos seus clientes, melhorando a eficiência da cadeia de suprimentos da indústria siderúrgica. Na visão de Power, a operação anunciada pelo memorando irá ajudar na redução dos custos operacionais. O resultado do negócio já conta com o interesse da siderúrgica chinesa Hunan Valin.

O executivo disse ainda que as duas empresas quiseram anunciar a parceria ao mercado para garantir total transparência

Segundo o presidente da Fortescue, a Vale já tem conversas adiantadas com as autoridades reguladoras sobre a criação de possíveis joint ventures com a companhia australiana para a mistura de minérios e distribuição de produtos das duas empresas na China.

A Fortescue é uma fornecedora global de minério de ferro, com exportação anual de 165 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. No semestre fiscal encerrado em 31 de dezembro do ano passado, a australiana tinha apurado receita de US$ 3,344 bilhões, queda de 31,2%. No período, a empresa obteve lucro líquido de US$ 319 milhões, recuo de 3,6%.

O valor de mercado, ontem, da companhia australiana era de US$ 7,15 bilhões. (Com agências internacionais).

Valor Econômico – 08/03/2016

Redação On março - 8 - 2016
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