Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






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O tempo do Brasil está se esgotando

Por Cristiano Romero

O Brasil tem ganhado tempo para enfrentar a própria crise graças a uma conjuntura internacional complexa, que, por uma conjunção de fatores, tem adiado a normalização da política monetária dos Estados Unidos. A história ensina que, todas as vezes que a economia americana foi obrigada a fazer um ajuste de taxa de juros, a brasileira entrou em crise. No caso atual, o ajuste foi anunciado com grande antecedência, há quase três anos, e de lá para cá os fundamentos brasileiros, com exceção das contas externas, pioraram.

Depois de passar nove anos sem elevar os juros, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, o fez em dezembro, projetando alta significativa para os próximos meses e anos. Desde então, o cenário internacional se deteriorou em decorrência de dois fatos: o temor de uma recessão na maior economia do mundo, que seria provocada por uma forte correção dos preços das ações; e o risco de uma nova crise bancária nos países ricos.

Por causa desse ambiente, o Fed sinalizou que não mexerá nos juros na reunião agendada para daqui a duas semanas. Os sinais, porém, são confusos. Ontem, o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, disse que são crescentes os riscos que ameaçam o crescimento dos EUA. Ele afirmou que, se persistir a turbulência que vem ocorrendo nos mercados desde o ano passado, isso pode piorar ainda mais as perspectivas que ele vê para a economia americana.

Dólar segue fatores globais: estresse voltará com o Fed

Dudley afirmou que uma queda adicional das expectativas do mercado para a inflação de seu país seria “preocupante”. E mencionou a persistente queda dos preços de energia e a valorização do dólar como fatores que diminuem as chances de o Fed atingir a meta de elevação da inflação americana para 2%.

Ao mesmo tempo, o Institute for Supply Management (ISM), entidade que apura o humor das empresas americanas em relação a investimento, informou ontem que, em fevereiro, o PMI (sigla em inglês para índice de compras dos gerentes) geral cresceu pelo 81º mês consecutivo, mas, no segmento industrial, registrou o 5º mês seguido de contração. O índice geral chegou a 49,5, abaixo do índice (50) que indica expansão da atividade.

No passado, quando o preço do petróleo caía internacionalmente, a renda disponível dos americanos aumentava, estimulando o consumo. A redução dos preços provocava tensões em algumas regiões produtoras, mas o fato era compensado pela aceleração da expansão dos EUA. Esse efeito não está ocorrendo agora. A queda do petróleo tem provocado mais danos do que no passado. Uma possível explicação: os produtores de matérias-primas têm hoje um peso maior no mundo.

A China, segunda maior economia do planeta, poderia estar se beneficiando do barateamento das matérias-primas, para crescer de forma mais rápida. Mas isso também não está ocorrendo.

Há complicações adicionais. Desde que o Fed anunciou, em maio de 2013, que eliminaria gradualmente a política monetária expansionista adotada durante a crise de 2008, os emergentes passam por um inevitável ajuste da conta corrente. Esse ajuste diminuiu a demanda global por mercadorias e serviços – com as desvalorizações das moedas nacionais, as importações desses países estão declinando.

O ajuste dos emergentes não está sendo compensado pelas economias avançadas. Os EUA crescem, mas abaixo do esperado; a China sofre os efeitos de um excesso de endividamento; a Alemanha, principal economia da zona do euro, segue bastante conservadora na área fiscal, o que, em tese, impede que a Europa se recupere. “O quadro de baixo crescimento mundial deve persistir”, diz um economista oficial destacado para analisar a conjuntura mundial.

O outro grande tema a assombrar os mercados neste início de ano é a forte queda dos preços das ações de grandes bancos. O que se vê, em geral, são bancos sólidos, mas pouco rentáveis. O declínio das ações tem aumentado o custo de capital dessas instituições e provocado, consequentemente, um aperto nas condições financeiras, no momento em que as economias crescem pouco. Há dúvidas também sobre a qualidade dos ativos de alguns bancos, principalmente, na Europa.

A reunião do G-20, em Xangai, refletiu esse quadro preocupante. A expectativa, a partir dos debates dos ministros das Finanças, é que a China lance um pacote fiscal para tentar reanimar sua economia. O país asiático teria se comprometido a não deixar sua moeda se desvalorizar. Os dois sinais, combinados, animaram os mercados nos últimos dias. A outra expectativa, criada nas últimas semanas pelo Fed e reforçada no G-20, é que os EUA não aumentarão os juros por ora.

O que mudou a postura recente do Fed foi a correção da bolsa americana. Nos EUA, dado o tamanho do mercado de capitais, a bolsa é um preço importante, ao contrário do Brasil, onde o preço mais relevante é a taxa de câmbio. “Se o dólar for a R$ 5, no dia seguinte o país faz o ajuste fiscal”, ironiza uma fonte graduada.

Com a decisão de adiar a retomada do ciclo de aperto monetário, o Fed interrompe a valorização do dólar. A questão relevante daqui em diante passa a ser: os EUA estão ou não crescendo a ponto de forçar seu banco central a voltar a elevar os juros? Quando isso pode ocorrer?

Enquanto o Fed estiver em ponto morto, o Brasil ganha mais tempo para promover o ajuste que o governo Dilma se recusa a fazer: o das contas públicas. Uma autoridade, realista, acredita que o Fed não vai ficar muito tempo sem fazer nada. Aposta que os juros americanos podem voltar a subir em meados deste ano.

Neste momento de trégua, está claro que a taxa de câmbio aqui – e alhures – tem se movido por causa de fatores globais. Uma prova disso é que, desde o início da turbulência no mercado internacional, em agosto, o dólar variou pouco, mesmo com a piora da situação política e fiscal. “O dólar é um ativo global e vai seguir as condições globais”, prevê uma fonte.

O risco – ventilado por inúmeros analistas para as autoridades brasileiras de forma continuada desde maio de 2013 – é que, quando o Federal Reserve voltar a se mover, todas as fragilidades da economia brasileira, especialmente na área fiscal, aparecerão aos olhos dos investidores. Os defeitos serão potencializados e colocados em cima da mesa. As consequências, em uma economia que não cresce há três anos e cujo produto pode estar encolhendo de 7% a 8% no atual biênio, podem ser drásticas.

Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras

E-mail: cristiano.romero@valor.com.br.

Valor Econômico – 02/03/2016

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Queda de restrições eleva vendas à Argentina

O fim das restrições à entrada de produtos estrangeiros na Argentina já começa a se refletir em favor do Brasil. Em fevereiro, as exportações de produtos brasileiros para o país vizinho cresceram 11% em relação ao mesmo mês do ano passado, num total de US$ 1,074 bilhão.

Trata-se do primeiro crescimento em oito meses. Componentes automotivos e veículos, além de máquinas, ferro e celulose foram os principais produtos. A Argentina é o terceiro destino das vendas externas brasileiras, depois de China e Estados Unidos.

Mas a crise brasileira continua a afetar o país vizinho. No acumulado do primeiro bimestre, as exportações argentinas para o Brasil recuaram 30,9% (US$ 1,1 bilhão) em relação a igual período do ano passado. O setor industrial tem sido o mais afetado.

Em consequência, o comercio entre os dois países apresentou queda de 5,1% em relação a fevereiro de 2015 (total de US$ 1,69 bilhão). A Argentina amargou déficit de US$ 457 milhões. Os dados foram divulgados pela consultoria Abeceb.

Valor Econômico – 02/03/2016

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Brasil vai abrir ação na OMC contra Tailândia

O Brasil entrará com uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios aos produtores de açúcar concedidos pelo governo da Tailândia. A medida, solicitada pela União da Indústria de Cana- de- Açúcar (Unica), foi autorizada pelo conselho de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Em outra frente, a Camex aprovou a prorrogação, por cinco anos, de direitos antidumping para calçados e ímãs de ferrite importados da China. O dumping é uma prática desleal de comércio que consiste na fixação de preços artificialmente baixos para eliminar a concorrência com a indústria local.

No caso do contencioso com a Tailândia, existe a preocupação do governo e dos produtores brasileiros com os impactos dos programas tailandeses de apoio ao açúcar. Segundo a Camex, esses subsídios já foram objeto de diversas manifestações nos diferentes comitês da OMC, sem que houvesse qualquer indicação de mudança nas práticas.

O Globo – 02/03/2016

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Indústria decepciona no mundo todo em fevereiro

A atividade industrial dos Estados Unidos, da China e da zona do euro decepcionou em fevereiro – um mau desempenho que reflete a fragilidade da economia mundial e contribui para agravá-la.

Nos EUA, o Instituto de Gestão da Oferta (ISM) informou ontem que seu índice de atividade industrial subiu no para 49,5 pontos, em relação aos 48,2 pontos de janeiro. Mas resultados inferiores a 50 pontos sinalizam queda. Com isso, a indústria chega ao quinto mês seguido de contração no país.

Duas pesquisas chinesas de nível de atividade industrial divulgadas ontem de forma independente revelaram deterioração em fevereiro. A economia mundial tem se mostrado medíocre, em parte porque o crescimento da China perdeu ritmo de forma acentuada.

O ISM relatou que o nível de emprego industrial e as exportações americanas caíram, mas que as novas encomendas e a produção aumentaram. Alguns economistas dizem que o resultado do ISM de fevereiro – o mais elevado desde setembro – sinaliza que a atividade industrial nos EUA pode ter chegado ao fundo do poço, ponto a partir do qual só pode melhorar. Nove de 18 setores industriais divulgaram expansão em fevereiro. O ISM, uma entidade de classe de gerentes de compras, ouve cerca de 200 empresas todo mês.

“Está chegando nos 50 [pontos]”, disse Bradley Holcomb, presidente da comissão de pesquisa de atividade industrial do ISM. “Sinto que está ganhando ritmo.”

A indústria americana vem sendo prejudicada pelos cortes de investimento no setor energético, após a acentuada queda dos preços do petróleo, e pela valorização do dólar, que encarece os produtos americanos no mercado externo.

“O pior já passou, mas não espere uma recuperação sólida”, escreveu em relatório Ian Shepherdson, economista-chefe da assessoria Pantheon Macroeconomics.

Na China, um indicador baseado em consulta oficial entre gerentes de compras da indústria caiu de 49,4 pontos em janeiro a 49 pontos em fevereiro – sétimo mês seguido de contração. O índice da Federação de Logística e Compras da China não alcançava patamar tão baixo desde janeiro de 2009, em plena crise financeira mundial.

Uma pesquisa privada também mostrou a maior fragilidade da indústria chinesa. O índice dos gerentes de compras (PMI) Caixin/Markit caiu para 48 pontos, sua baixa recorde de cinco meses, em relação aos 48,4 de janeiro. O setor está assolado pelo excedente de capacidade – um número excessivo de fábricas competindo pelos mesmos clientes.

Na zona do euro, o PMI da indústria recuou de 52,3 pontos em janeiro a 51,2 pontos. Houve desaceleração nas novas encomendas e nas contratações. Outro sinal preocupante foi o corte nos preços praticados pelas fábricas. As reduções ocorreram no ritmo mais rápido em quase três anos, contribuindo para aumentar os temores de que a região pode mergulhar na deflação. Anteontem, a agência oficial de estatísticas anunciou uma contração de 0,2% no índice de preços ao consumidor.

Valor Econômico – 02/03/2016

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Presidente do Fed de Nova York vê riscos crescentes para os EUA

Uma das principais autoridades do Federal Reserve (o BC dos EUA) advertiu sobre o aumento dos riscos ao crescimento dos EUA e chamou a atenção para a problemática queda das expectativas de inflação, num momento em que a cautela continua a permear o Fed.

Bill Dudley, presidente da regional de Nova York do Fed, disse que os riscos para os EUA dispararam em meio à turbulência dos mercados deste ano e aos receios com o crescimento dos emergentes, embora ele não tenha reduzido muito as suas projeções econômicas.

Se persistir a turbulência dos mercados, ela desencadeará “um rebaixamento mais significativo” do cenário, disse Dudley, segundo observações pré-redigidas a serem divulgadas em viagem à China. Para ele, uma nova queda dos mercados e das expectativas de inflação seria “alarmante”, já que uma inflação obstinadamente baixa pode acabar se arraigando nos planos de investidores e consumidores.

Desde que elevou a taxa de juros em dezembro, pela primeira vez desde 2006, o Fed parece encarar com restrições uma nova elevação tão cedo, preferindo baixar as armas e avaliar que prejuízo, se é que haverá, o aperto financeiro e a desaceleração da China causarão ao crescimento dos EUA.

Algumas autoridades do Fed têm se mostrado inflexíveis. Na semana passada, Lael Brainard, uma das diretoras do Fed, que manifestou publicamente sua ansiedade com relação ao aperto monetário no fim do ano passado, disse que choques vindos do exterior farão com que o Fed promova uma elevação das taxas de curto prazo menor que a prevista por analistas.

Como membro do círculo interno das autoridades do Fed responsáveis pela fixação da taxa de juros, as opiniões de Dudley são acompanhadas de perto. Seu discurso menciona fatores como o persistente obstáculo representado pelos baixos preços dos combustíveis e pela valorização do dólar sobre a inflação, o que reduziu as chances de uma volta à meta do Fed, de 2%.

“Neste momento, considero que o pêndulo dos riscos sobre as minhas perspectivas de crescimento e inflação pode estar começando a se inclinar ligeiramente para baixo [indicando risco de deterioração da situação]”, diz o discurso.

O Fed recusou-se a avaliar os riscos em seu comunicado de janeiro, preferindo enfatizar a incerteza, sem tirar conclusões. A próxima reunião do Fed, nos dias 15 e 16, e seu comunicado sobre os fatores de risco serão importantes. Se predominarem os riscos de deterioração da situação, os investidores vão adiar ainda mais as expectativas da próxima elevação das taxas, e eles já descartaram, em boa parte, qualquer alteração para março.

As autoridades do Fed se deparam com um quadro ambíguo ao avaliarem as perspectivas. A economia dos EUA continua a registrar crescimento constante e criação de empregos, mesmo enquanto o cenário se agrava no exterior, com a expansão emergentes mostrando-se especialmente instável.

Na sexta-feira, dados oficiais mostraram que a economia dos EUA cresceu no quarto trimestre mais do que estimado anteriormente e que a inflação aumentou em janeiro juntamente com os gastos dos consumidores.

Os dados externos são menos encorajadores. Peter Praet, membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), disse na sexta que o crescimento mundial vem “perdendo ímpeto” e que as pressões de baixa nos preços são sinal de queda na demanda mundial.

Um indicador importante, com os números sobre o emprego nos EUA, será divulgado na sexta. Dudley continua prevendo que as “forças centrais” da economia americana vão se consolidar à medida que os fatores transitórios se dissipem e projetou crescimento real de 2% no PIB deste ano. Isso deve ajudar a baixar a taxa de desemprego, que já está abaixo de 5%.

Dudley está particularmente preocupado com as expectativas inflacionárias, que os bancos avaliam como vitais para um crescimento persistente dos preços. Pesquisas com consumidores indicam que as expectativas são de queda na inflação: tanto a pesquisa do Fed como a da Universidade de Michigan tiveram as menores leituras já registradas.

Valor Econômico – 02/03/2016

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China vai demitir até 6 milhões de estatais

A China pretende demitir 5 a 6 milhões de trabalhadores de empresas estatais nos próximos dois a três anos como parte dos esforços para reduzir o excesso de capacidade produtiva e reduzir a poluição, afirmaram duas fontes.

O governo chinês, obcecado em manter a estabilidade e assegurar que demissões em massa não levem a revoltas, vai gastar quase 150 bilhões de yuans (US$ 23 bilhões) em indenizações apenas nos setores de carvão e aço nos próximos dois a três anos.

O número total deve subir uma vez que fechamentos ocorrerão em outros setores e mais recursos serão necessários para lidar com a dívida deixada para trás por estatais “zumbis”.

O termo se refere a empresas que fecharam algumas de suas operações mas mantiveram trabalhadores em seus quadros uma vez que os governos locais do país estão preocupados sobre o impacto social e econômico de falências e desemprego.
O fechamento de estatais zumbis tem sido apontada como uma das prioridades do governo este ano.

O governo planeja demitir 5 milhões de trabalhadores em indústrias que sofrem com excesso de capacidade produtiva, disse uma das fontes que tem relações com a liderança da China.

Uma segunda fonte afirmou que o número de demissões é de 6 milhões.
O Ministério da Indústria não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre o assunto.

O setor estatal empregava cerca de 37 milhões de pessoas em 2013 e representa cerca de 40% da produção industrial da China e quase metade dos empréstimos bancários.

Na segunda-feira, o ministro de recursos humanos e seguridade social, Yin Weimin, afirmou que a China espera demitir 1,8 milhão de trabalhadores nas indústrias de carvão e aço, mas não citou prazos.

O Estado de S.Paulo – 02/03/2016

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Mundo tem menos ricaços

A crise não poupa ninguém, nem mesmo os ricaços. O efeito da maré negativa aparece na lista de bilionários da revista americana “Forbes” deste ano, que encolheu pela primeira vez desde 2009, assim como afortuna global desse grupo seleto. O que não mudou foi o homem que ocupa oposto de mais rico do mundo: Bill Gates, fundador da Microsoft.

Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, foi quem teve o melhor ano. Aos 31 anos, ele enriqueceu US$ 11,2 bilhões, saltando dez posições: da 16 ª para a6ª, comum total de US $44,6 bilhões. Ele eJeffBezos(5º ), da Amazon, estrearam este ano entre os dez mais ricos da listagem da “Forbes”.

Assim como Zuckerberg, outros 65 ricaços têm menos de 40 anos. Alista deste ano reúne 1.810 bilionários, 16 a menos que em 2015. Juntos, eles têm US$ 6,48 trilhões, um enxugamento de US$ 570 bilhões em relação ao ano passado. Eéa primeira vez desde 2010 que afortuna média caiu, para US$ 3,6 bilhões — US$ 300 milhões abaixo do patamar do ano passado.

No ano passado, o Brasil aparecia na lista com 54 nomes. Mas, este ano, o número de brasileiros entre os maiores ricaços do mundo caiu para 31. Eles continuam liderados por Jorge Paulo Lemann, da 3G Capital — sócio de Ambev, Burger King e Heinz —, que saltou do 25 º posto para o 19 º , com US$ 27,8 bilhões. O segundo mais rico do Brasil é o banqueiro Joseph Safra, que está no 42 º lugar geral, com US$ 17,2 bilhões. Os sócios de Lemann Marcel Telles ( 68 º no ranking global), com US$ 13 bilhões, e Carlos Alberto Sicupira ( 87 º ) , com US$ 11,3 bilhões, são o terceiro e quarto bilionários do país.

EFEITO LAVA- JATO
O banqueiro André Esteves, fundador do BTG Pactual e que foi preso em novembro em meio à Operação Lava- Jato, continua no ranking de bilionários. Mas despencou do 628 º posto em 2015 para o 1.121 º lugar este ano, com fortuna de US$ 1,6 bilhão.

De acordo com a “Forbes”, o menor número de bilionários no mundo se deve à instabilidade nos mercados financeiros, à queda no preço do petróleo e à alta do dólar, fatores que levaram a uma redistribuição da riqueza no mundo. Só dois dos 20 primeiros nomes listados no ano passado se mantiveram na mesma posição em 2016.

Bill Gates permaneceu, pelo terceiro ano consecutivo, como o homem mais rico do mundo, mas nem ele escapou das perdas: sua fortuna ficou em US$ 75 bilhões, US$ 4,2 bilhões a menos que no ano anterior. Ele esteve no topo em 17 dos últimos 22 anos. O megainvestidor americano Warren Buffett manteve a terceira posição, com US$ 60,8 bilhões.

SÓ 10% SÃO MULHERES
Já o mexicano Carlos Slim, dono da América Móvil, caiu da segunda para a quarta posição. Sua fortuna despencou de US$ 77,1 bilhões em 2015 para US$ 50 bilhões este ano. O segundo lugar, agora, é do espahol Amancio Ortega, dono da Zara.

As mulheres representam pouco mais de 10% do ranking, com 190 nomes. A mais rica delas é Liliane Bettencourt, principal acionista do grupo L’Oréal, com US$ 36,1 bilhões.

Os Estados Unidos continuam tendo a maior quantidade de bilionários: 540. A China aparece em segundo lugar, com 251.

O Globo – 02/03/2016

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Camex prorroga por cinco anos sobretaxa para calçado chinês

O governo decidiu prorrogar, por mais cinco anos, a sobretaxa aplicada aos calçados fabricados na China. A renovação da medida antidumping, que era vista como urgente e prioritária pela indústria do setor, foi aprovada em reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e deverá ser publicada na edição de hoje do “Diário Oficial da União”.

Nas discussões internas, o Ministério da Fazenda era contra a prorrogação e defendia que a desvalorização cambial já seria uma blindagem suficiente, mas foi voto vencido. No final, prevaleceu a extensão da sobretaxa, mas com um valor inferior ao praticado atualmente. Além da tarifa de importação, o antidumping encarecerá os calçados chineses em US$ 10,22 o par.

A medida foi aplicada inicialmente em 2009 e encarada como tábua de salvação pelos produtores nacionais. O valor anual das importações de calçados do país asiático, que havia chegado a US$ 218,7 milhões no pico, caiu para US$ 45,9 milhões no ano passado. A sobretaxa era de US$ 13,85 e terminaria no dia 5.

Para a Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), o fim do direito antidumping seria “desastroso” para o segmento. Nas últimas duas semanas, a entidade fez uma peregrinação em Brasília, na tentativa de sensibilizar os ministérios com voto na Camex. Deu resultado.

A China produz 11,3 bilhões de pares por ano e vende cerca de 8 bilhões para outros países. Sua participação nas exportações globais chega a mais de 70%. Considera-se dumping quando uma empresa exporta um produto a preço inferior ao normal de mercado. O direito antidumping tem como objetivo preservar fabricantes locais contra práticas desleais.

A Camex também resolveu dar aval à abertura de contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a Tailândia por causa dos subsídios dados aos produtores de açúcar. Com isso, atende à solicitação da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), que alega violação de acordos da organização.

Valor Econômico – 02/03/2016

Redação On março - 2 - 2016
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