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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Empresários brasileiros querem reverter acordo marítimo com Chile para reduzir custos de frete

A Confederação Nacional da Indústria quer aproveitar a viagem da presidente Dilma Rousseff a Santiago, na última sexta-feira, para tentar colocar na pauta o fim de um acordo marítimo assinado em 1975 que dá exclusividade aos navios chilenos e brasileiros no transporte de mercadorias entre os dois países e dobra o custo de importação e exportações.

Concluído ainda na época das ditaduras militares no Brasil e no Chile, o acordo cria um monopólio para os navios locais e só permite o uso de transporte com bandeiras de outros países se não houver condições de que um brasileiro ou chileno assuma o frete. Para isso, no entanto, é necessário que seja feito um edital.

Apesar do aumento crescente das importações e exportações e dos acordos comerciais que visam a eliminar barreiras, o acordo ainda não foi revisto.

“Conseguimos várias coisas, mas essa ainda é uma das nossas pendências”, diz Constanza Biasutti, gerente de política comercial da CNI.“É preciso haver uma revisão estratégica desse acordo para ajudar na competitividade das indústrias brasileiras. Faz parte das nossas prioridades.”

Estudo da CNI mostra que o transporte de mercadorias entre o Chile e a China, por exemplo, custa 30 por cento menos do que entre Brasil e Chile. Entre Chile e Estados Unidos, 57 por cento menos.

O acordo marítimo impede, por exemplo, que empresários brasileiros possam usar um navio que tenha vindo para o Brasil e vá seguir para o Chile, mas não tenha bandeira brasileira ou chilena, apesar do aproveitamento de transporte reduzir significativamente o custo.

Das exportações brasileiras para o Chile, 54 por cento vão por via marítima. Do outro lado, 70 por cento das importações também vêm por navio.

A intenção da CNI e da Sociedad de Fomento Fabril (Sofofa), sua contraparte chilena, era que o tema fosse tratado agora entre Dilma e a presidente do Chile, Michele Bachelet, mas não será dessa vez.

O assunto não está na agenda da presidente para a visita bilateral. Possivelmente, será tratado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, com seu colega chileno.

De acordo com uma fonte do ministério, já houve algum avanço para tentar facilitar o uso dos editais previstos no acordo para contratação de transporte fora dos dois países, mas ainda não há previsão de revisão dos tratados.

Compras governamentais

Na visita, um dos assuntos que podem ser acelerados é um acordo de compras governamentais que começou a ser discutido na metade do ano passado, mas ainda não foi finalizado, e que prevê tratamento isonômico entre as empresas dos dois países para vendas aos governos.

A previsão é que Dilma chegue a Santiago ao meio-dia de sexta-feira e, depois de uma oferenda floral, siga direto ao Palácio de La Moneda, onde acontece o encontro com a presidente chilena.

Na agenda, estão ainda a volta de negociações para levar adiante o corredor bioceânico, que liga o porto chileno de Antofagasta aos brasileiros de Santos e Paranaguá e seria um espaço para facilitar o transporte especialmente de commodities entre os dois países.

O projeto deveria ser finalizado em cinco anos e custaria 950 milhões de dólares. Também estão na pauta conversas sobre a tentativa de aproximação entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, cujo acordo de redução tarifária -que o Brasil propôs para ser completado este ano– ficou para o final de 2017.

Fonte: Reuters

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Receita de exportações para o Japão diminui quase pela metade em 5 anos

Exportadores brasileiros receberam US$ 4,844 bilhões com vendas para o Japão no ano passado, pouco mais que a metade dos US$ 9,473 bilhões obtidos em 2011, ano em que a situação econômica dos países era melhor e as commodities tinham preço mais elevado.

“Nos últimos anos, o Japão viveu uma situação econômica adversa e teve maior direcionamento para investimentos internos, inclusive para reforçar o país após o acidente de Fukushima”, analisou Alexandre Andrade, consultor da Barral M Jorge.

O especialista afirmou também que as exportações feitas pelo Brasil agora enfrentam maior concorrência “da China e de outros países asiáticos”, que oferecem produtos semelhantes aos brasileiros e estão geograficamente mais próximos.

A pauta de exportações para o Japão é dominada por commodities, como grãos e minérios, enquanto a venda de industrializados não chega a gerar metade da receita total. No topo dos itens mais vendidos em 2015, aparecem café, milho, minério de ferro e também carne de galo ou galinha.

E, ainda que redução dos preços de produtos básicos tenha prejudicado o rendimento das vendas no ano passado, também afetou a receita das exportações a diminuição do volume total de mercadorias negociadas com o Japão. Em 2015, Foram vendidos 35,337 bilhões de quilos pelos brasileiros, ante 35,725 no ano anterior.

A diminuição das compras feitas pelo país asiático no ano passado fez com que o Japão caísse da quinta para a sexta colocação entre os principais importadores de produtos brasileiros no mundo, sendo ultrapassado pela Alemanha.

Para 2016, Andrade apontou que a venda de minerais e alimentos deve manter o patamar das exportações em nível semelhante ao visto em 2015, já que a situação econômica do Japão não favorece um crescimento das vendas.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) japonês deve crescer 1% em 2016 e 0,3% em 2017. As estimativas estão entre as piores do órgão para os países considerados desenvolvidos.

Importações

A compra de mercadorias japonesas por brasileiros também perdeu força no ano passado. Afetadas pela desvalorização do real, as importações somaram US$ 4,877 bilhões, queda de 17% ante 2014, quando o montante chegou a US$ 5,901 bilhões.

O recuo nas compras de manufaturados, produtos japoneses mais adquiridos pelos brasileiros, acontece também porque a demanda interna do País está enfraquecida. “As importações foram reavaliadas porque não há mercado para elas aqui no Brasil”, corroborou Andrade.

Peças e equipamentos para carros e aviões, como marchas e motores, figuram como os principais produtos comprados do Japão.

Investimentos

Os aportes japoneses no Brasil em participação no capital totalizaram US$ 2,878 bilhões durante 2015, queda de 24% na comparação com 2014, quando os investimentos diretos chegaram a US$ 3,780 bilhões.

Além do momento ruim da economia brasileira, Andrade ressaltou que “há desconfiança em todo o mundo, hoje, sobre a viabilidade de se investir no Brasil também por causa da situação política do País” e disse que “os japoneses são especialmente cautelosos” com os investimentos e a rentabilidade dos aportes.

Já os investimentos diretos via empréstimos intercompanhia cresceram em 2015. No ano passado, filiais de empresas japonesas no Brasil receberam US$ 1,606 bilhão de suas matrizes, aumento de 52 % em relação a 2014, quando as transferências totalizaram US$ 1,056 bilhão.

Negócios

Por outro lado, 14 empresas japonesas pequenas e médias, com apoio da Japan External Trade Organization, órgão do governo japonês que tem a finalidade de promover os investimentos e o comércio exterior vão participar da 52ª International Brazilian Gift Fair. No evento, que acontece entre até dia 3 de março, no Expo Center Norte, as companhias vão buscar importadores e distribuidores que tenham interesse em seus produtos.

“Há um crescente interesse pela cultura japonesa não só no Brasil, mas no mundo todo. Isto se deve ao elevado desempenho japonês na comunidade internacional e por fornecermos aos consumidores produtos de alta qualidade”, disse Atsushi Okubo, presidente da Jetro no Brasil.

Entre as empresas participantes, estão: Aderia (vidros de mesa), Ceramic Ai (xícaras de porcelana), Isuke (peças em laca), Heads (embalagens para presentes), Kimura Ohshido (bonecos de porcelana e madeira), Maruwa (panos), Nousaku (artigos fundidos), Sanko (produtos fluorescentes), The Skater (produtos plásticos), MAC Corporation, Suncraft e Serendipity (fabricantes de facas de cozinha).

DCI – 01/03/2016

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Argentina faz acordo com credores e deve sair logo do default

A Argentina está prestes a sair do “default”, depois de 15 anos de enfrentamento com credores que não aceitaram participar da reestruturação da dívida externa referente ao calote de 2001. Ao fechar o acordo, domingo à noite, com o grupo liderado pelo fundo Elliot Management, o mais resistente à negociação, o governo argentino conseguiu que 85% dos detentores de títulos aceitassem sua proposta, que prevê desconto de 25% no valor da dívida. Para pagar esse montante, que já passa de US$ 10 bilhões, vai lançar títulos no mercado e novamente endividar-se.

O acordo fechado com o grupo liderado pelo Elliot Management, do bilionário americano Paul Singer, soma US$ 4,653 bilhões. Desse total, US$ 4,418 bilhões vão para os credores, em dinheiro. O restante refere-se a honorários e outros gastos legais, segundo explicou o advogado Daniel Pollack, encarregado pela Justiça dos Estados Unidos de mediar as negociações. Em comunicado, Pollack disse que o valor “põe fim a todas as demandas, tanto na Vara de Nova York como no resto do mundo”, destacou.

Espera-se que os 15% que ainda não se posicionaram aceitem a oferta facilmente. Pollack colocou-se, inclusive, à disposição para ajudar no entendimento final. Para quitar os acordos já fechados, a Argentina precisa de US$ 10,2 bilhões, segundo o secretário de Finanças, Luiz Caputo, encarregado das negociações, que começaram logo depois da posse do presidente Mauricio Macri, em dezembro. Para obter esse dinheiro, o governo vai lançar títulos.

Numa entrevista ontem à tarde, o ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gay disse que inicialmente estava previsto lançar ao mercado um total de US$ 15 bilhões em títulos. Mas é possível, destacou, que o governo opte por um valor mais baixo inicialmente. “Assim podemos pensar em uma emissão posterior a taxas de juros mais baixas”, disse. O mediador fixou 14 de abril como prazo para o pagamento. Mas, segundo Pollack, se as partes concordarem esse prazo poderá ser estendido.

O país precisa endividar-se porque dispõe de baixo nível de reservas (US$ 28,7 bilhões). Para analistas, porém, isso não representa um risco. Segundo o economista Dante Sica, o endividamento total equivale a 45% do Produto Interno Bruto, mas a maior parte é em moeda local e refere-se a dívidas entre Estados. “A parte devida a credores privados não passa de 13% do PIB. Temos muita margem de manobra”, afirma.

Prat-Gay disse que sair do “default” traz a tranquilidade de o país não precisar fazer ajustes recessivos. Para o longo prazo, a possibilidade de voltar ao mercado internacional, disse, significa restabelecer a perspectiva de investimentos em infraestrutura.

As negociações da Argentina com os credores “holdouts”, que se recusaram a participar das reestruturações da dívida externa em 2005 e 2010, estavam paralisadas desde junho de 2014. Naquele momento esgotaram-se as possibilidades de o governo apelar a todas as instâncias da Justiça americana, que deu ganho de causa ao grupo liderado por Paul Singer. A situação levou a Argentina a um novo “default”.

Se o país pagasse aos que ganharam ação na Justiça abriria-se um precedente para que todos os demais credores também recebessem integralmente. Isso porque, por força de acordo com credores que participaram das reestruturações, foi criada uma lei na Argentina que impedia fechar qualquer acordo com pagamento superior ao acertado nas reestruturações.

Os que aceitaram negociar em 2005 e 2010 (93% do total) receberam pagamento dos títulos da dívida com desconto médio de 67%. Por ordem judicial americana, o pagamento dessa parte renegociada foi interrompida e o país entrou em “default”.

Baseado nessa lei, que impedia oferecer valor maior aos que se recusaram a participar das reestruturações, o governo de Cristina Kirchner encerrou as negociações, ignorou a sentença da Justiça americana e passou a tratar os “holdouts” como inimigos do país. Ao tomar posse, em dezembro, uma das primeiras providências do governo de Mauricio Macri foi retomar as negociações.

O acordo com o grupo mais resistente à negociação foi fechado horas antes de os parlamentares argentinos retomarem os trabalhos, hoje. O Congresso precisa aprovar não apenas o acordo como também revogar a lei que impede pagamento maior a detentores de papéis que ficaram de fora das reestruturações.

Para analistas, no entanto, a urgência de o país, com baixo nível de reservas em moeda estrangeira, sair do “default” e voltar a ter acesso ao mercado internacional, é consenso mesmo entre opositores. Os próprios políticos já se preparam para isso, diz o analista Aldo Abram. “Os governadores esperaram ansiosamente pelo acordo porque também precisam voltar ao mercado para financiar obras. Esses políticos certamente já se mobilizaram com os aliados para garantir o aval do Congresso.”

Valor Econômico – 01/03/2016

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Acordo entre Argentina e fundos abre portas ao Brasil, diz Itamaraty

SÃO PAULO  –  O acordo entre o governo da Argentina e quatro dos chamados fundos abutres terá impacto positivo na inflação do país vizinho e deve ampliar as relações comerciais na região. A avaliação é do embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, responsável pela área de América do Sul, Central e Caribe no Itamaraty.

“Isso vai possibilitar uma expansão do comércio muito boa. Abrem-se oportunidades de relacionamento do Brasil com a Argentina”, disse o diplomata nesta segunda-feira. “Estamos torcendo para que isso aconteça o quanto antes”, completou.

O embaixador ponderou que a decisão deve aumentar o fluxo de investimentos para a Argentina, o ritmo de crescimento do país e uma menor pressão sobre a inflação do vizinho. “Até o ano passado, houve momentos em que o banco central da Argentina era obrigado a financiar o governo. E isso está na raiz de uma inflação um pouco mais elevada. Vai ser muito positivo.”

Estivallet acompanha agenda do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao Suriname e Guiana, a partir de amanhã. Na pauta, estão temas como o maior relacionamento fronteiriço com os vizinhos e a possibilidade de estreitar cooperações técnicas, como na área de mapeamento e supervisão da região amazônica.

(Folhapress)/Valor Econômico – 29/02/2016

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China corta taxa de compulsório pela 5ª vez

O banco central da China reduziu a taxa de compulsório dos bancos pela quinta vez desde fevereiro de 2015, buscando estimular a economia.

O Banco do Povo da China anunciou em seu site o corte da taxa de compulsório em 0,5 ponto percentual para todos os bancos, levando a taxa para 17% para os maiores bancos do país. A China cortou pela última vez a taxa de compulsório em 23 de outubro, quando também reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual para controlar os custos de empréstimo.

“O governo chinês está avançando com a reforma do ‘lado da oferta’, e o movimento precisa que alguém pague os custos. Um ambiente de afrouxamento monetário é o que precisamos”, disse o economista do Shenyin & Wanguo Securities Li Huiyong.

“Acreditamos que o governo central vai continuar com sua postura de afrouxamento da política monetária este ano para sustentar a economia.” O corte entrará em vigor a partir de hoje, e foi definido após sinais do aumento do aperto das taxas monetárias.

DCI – 01/03/2016

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Deflação na zona do euro pressiona o BCE

A zona do euro teve deflação em fevereiro, mais uma má notícia que as autoridades monetárias do Banco Central Europeu (BCE) terão que digerir apenas uma semana antes da próxima reunião.

O IPC anual no bloco de 19 países caiu de 0,3%, em janeiro, para -0,2%. O núcleo do IPC, que desconsidera itens voláteis como alimentos e energia, passou de 1% para 0,7%. São os menores dados desde fevereiro e abril de 2015.

A queda do IPC ocorre pouco mais de uma semana antes da reunião do BCE, encabeçada pelo presidente Mario Draghi, em Frankfurt, que já prometeu avaliar se o estímulo atual é suficiente. A inflação está abaixo da meta de pouco menos de 2% do BCE há três anos. A queda nos preços do petróleo levou o BC a reagir com medidas cada vez mais ousadas.

“Não apenas a inflação geral, mas também o núcleo da inflação está muito abaixo do que o BCE vem projetando. Não é só a energia, é um problema mais amplo que reflete efeitos secundários e demanda fraca”, disse Nick Kounis, diretor de pesquisa macroeconômica do ABN Amro Bank, em Amsterdã. “Isso dará ao BCE um impulso extra para flexibilizar com mais energia na reunião de março.”

Ambas as medidas de inflação foram mais baixas do que os economistas tinham previsto. Esperava-se que a taxa principal ficaria zerada e que o núcleo iria a 0,9%.

“Se analisarmos a Europa atualmente, o perigo que enfrentamos é sem dúvida a deflação, não a inflação”, disse François Villeroy de Galhau, do Conselho do BCE, em entrevista no domingo. “Se os preços baixos da energia tiverem efeitos sustentáveis no longo prazo, temos que agir. Esse parece ser o caso, mas veremos em março.”

O IPC da zona do euro chega depois da divulgação, na sexta-feira, de dados decepcionantes de Alemanha, França e Espanha. Na Alemanha, a inflação caiu de 0,4% para – 0,2%. Na França, a taxa caiu para – 0,1%, e os preços na Espanha recuaram 0,9%. Todas as leituras foram piores que as previstas. Dados publicados ontem para a Itália mostraram queda para – 0,2%.

Para impulsionar a inflação, o BCE já reduziu a taxa de depósitos para – 0,3% e vem injetando € 60 bilhões por mês na economia por meio da aquisição de ativos. Autoridades do BCE disseram que estão prontas para expandir o estímulo se for necessário, para evitar que a inflação baixa se consolide.

“Como as expectativas de inflação estão baixas e em queda, a ameaça de um surto de deflação mais persistente ainda é muito real”, escreveu Jessica Hinds, economista da Capital Economics, em nota a clientes. “Por isso, o BCE não pode se dar ao luxo de decepcionar as expectativas de um aumento do estímulo em março.”

Valor Econômico – 01/03/2016

Redação On março - 1 - 2016
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