Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Fundições devem ter ano perdido

Perspectiva de retomada não é promissora diante da retração na demanda interna

Tatiana Lagôa

Com os principais clientes amargando quedas em decorrência do cenário econômico, o setor de fundição em Minas Gerais já iniciou o ano com perspectivas nada animadoras. Após vários exercícios seguidos com encolhimento na produção e nível de emprego, o segmento depende de dois fatores para, pelo menos, cessar o ciclo de retrações e alcançar um empate com 2015: aumento de exportações e, internamente, maior investimento governamental em saneamento. Caso contrário, 2016 poderá ser mais um ano a ser esquecido nas fundições mineiras. Entretanto, com graves dificuldades financeiras face à queda na arrecadação, governo federal, estados e municípios não têm recursos para investir em saneamento.

Segundo dados do Sindicato da Indústria de Fundição no Estado de Minas Gerais (Sifumg), a produção caiu 13,62% no ano passado frente à de 2014, de 690 mil toneladas para 596 mil toneladas. Em 2014, o segmento já havia registrado queda de 38,3% frente ao exercício anterior, uma vez que em 2013 a produção havia somado 1,120 milhão de toneladas.

A verdade é que, desde a crise econômica mundial iniciada em 2008, o segmento vem apresentando resultados desfavoráveis. “Antes, o setor crescia uma média de 8% a 9% ao ano. Em 2008, ainda conseguimos o maior pico de produção do Estado, com 1,130 milhão de toneladas. Mas nos anos seguintes, tudo desandou”, afirma o presidente do Sifumg, Afonso Gonzaga.

Essa mudança de cenário está ligada diretamente à reversão do quadro do setor automotivo, principal cliente do segmento. Cerca de 60% do que é produzido pelas fundições são voltados para atender o setor, que apresentou redução acentuada nas vendas. O que torna as perspectivas negativas é que nada aponta para uma melhora da situação das montadoras neste ano. Em janeiro, as vendas de carros, caminhões e ônibus novos já apresentaram queda de 38,81% frente ao mesmo mês de 2015, segundo dados divulgados pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Como se não bastasse, a demanda vinda de outros setores atendidos pela fundição também segue negativa. “Atendemos ao setor agrícola, de saneamento básico, máquinas e equipamentos, utensílios domésticos e produtos de reposição na mineração. Mas, com o cenário de crise, nenhuma dessas opções se apresenta como a salvação da fundição”, afirma.

Por essa razão, o esperado para 2016 é outra queda na produção e agravamento da ociosidade no setor. As fundições mineiras, que teriam uma capacidade de produzir cerca de 2 milhões de toneladas ao ano, estão com uma capacidade ociosa de 65%. O nível de emprego é outro fator que revela uma crise no setor. Apenas entre 2014 e 2015, foram eliminados 3,6 mil vagas em Minas Gerais, passando de 19,6 mil postos de trabalho para 16 mil.

O que poderia mudar essa situação, pelo menos no mercado interno, seria um investimento maior em saneamento básico. Para Gonzaga, um plano governamental neste sentido seria uma boa saída para estimular vários segmentos, dentre eles o de fundição, além de resolver um problema social no País. Para o Brasil, significaria uma forma de estimular a economia, com geração de empregos. Apesar de boa, a ideia ainda não passa de uma sugestão e a viabilidade depende de vontade política e de recursos financeiros.

Mercado externo – A outra opção é o aumento das exportações. Nesse caso, as movimentações já foram iniciadas. Uma vez que o dólar está bastante apreciado frente ao real, nas proximidades de R$ 4, o retorno seria interessante. “Nós enxergamos um mercado internacional bom e a valorização da moeda norte-americana tem nos trazido oportunidades”, afirma.

Por isso, está sendo feito um trabalho para aumentar a participação no mercado internacional. Atualmente, cerca de 9% da produção são exportados. O esperado é aumentar os embarques para 16% nos próximos dois anos. Em 2008, o percentual estava na casa dos 24%.

Fonte: Diário do Comércio

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FGV vê piora em cenário industrial

A perspectiva do industrial brasileiro com o cenário futuro voltou a piorar em fevereiro, de acordo com a Sondagem da Indústria de Transformação divulgada ontem pela Fundação Getulio Vargas (FVG).

Em fevereiro, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 1,5 ponto, ao passar de 76,2 em janeiro para 74,7 pontos no mês passado – menor nível desde setembro de 2015 (74,1 pontos).

O levantamento da FGV mostra uma retração da confiança dos industriais em 10 dos 19 principais segmentos da pesquisa e foi determinada principalmente pela queda de 2,8 pontos do Índice de Expectativas (IE), para 72,6 pontos, o menor da série histórica. O Índice da Situação Atual (ISA) baixou 0,5 ponto, para 77,1 pontos.

O superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo Jr, destaca, além de sinalizações de que a demanda interna continua enfraquecendo, a piora expressiva das expectativas em relação aos próximos meses. “O resultado de fevereiro reforça a suspeita de que a alta da confiança industrial nos últimos meses poderia não se sustentar ao longo do primeiro semestre. A queda do ICI devolve mais da metade da alta acumulada entre o mínimo histórico, ocorrido em agosto, e o mês passado”, acrescentou ele, em nota à imprensa.

Segundo a pesquisa, o indicador de desejo de contratações nos três meses seguintes foi a maior influência na redução das expectativas futuras. O indicador recuou 5,2 pontos entre janeiro e fevereiro, para 73,6 pontos, o menor nível da série histórica, sinalizando que indústria continuará demitindo nos próximos meses. Por outro lado, a maior contribuição para a evolução desfavorável do quadro atual em fevereiro foi a piora do indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda. O indicador caiu 2,3 pontos, para 74,8 pontos. Para este resultado, a piora na avaliação do setor sobre o mercado interno supera a melhora na avaliação sobre o mercado externo.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) recuou 0,5 ponto percentual em fevereiro, atingindo 73,6%, o menor nível da série histórica iniciada em 2001.

DCI – 01/03/2016

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Setor eletroeletrônico demite 47 mil pessoas em 12 meses, diz Abinee

SÃO PAULO  –  As empresas dos setores elétrico e eletrônico demitiram mais de 47 mil pessoas entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016, segundo a associação da área, a Abinee. Só no mês passado, foram demitidas 748 pessoas. Há 12 meses, as empresas haviam feito um número parecido de contratações (742).

Segundo a Abinee, o primeiro mês de 2015 foi o último no qual o setor registrou contratações. Desde então o número de demissões veio subindo, chegando a mais de oito mil em dezembro.

Apesar do cenário ruim, o período de demissões parece ter chegado ao fim. Em sondagem realizada em janeiro, 51% das empresas entrevistadas indicaram que esperam manter o quadro de funcionários para o ano de 2016, enquanto 41% têm expectativa de redução no número de trabalhadores e 8% têm previsão de aumentar o quadro.

(Gustavo Brigatto | Valor Econômico – 29/02/2016

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Toyota planeja nova estrutura para se tornar mais ágil

A Toyota planeja tornar sua estrutura mais ágil diante dos desafios criados pelo próprio tamanho

Yoko Kubota

A Toyota Motor Corp. está se preparando para reorganizar a companhia em torno de classes de produtos e abandonar a estrutura dividida por regiões, depois de ter superado a marca de mais de 10 milhões de veículos vendidos globalmente em cada um dos dois últimos anos.

A montadora irá detalhar as mudanças antes do término do atual ano fiscal, em março. O plano, dizem pessoas a par da situação, é tornar a empresa mais ágil diante dos desafios criados pelo próprio tamanho.

O presidente da Toyota, Akio Toyoda, quer reorganizar a empresa em unidades com base no tamanho e tipo dos veículos, de acordo com uma das pessoas a par do plano.

Uma das unidades pode ficar responsável pela operação de carros compactos da Toyota, enquanto outra deve se dedicar aos sedãs. Outras unidades irão se concentrar nos veículos comerciais ou demais segmentos de negócio.

O porta-voz da Toyota, Ryo Sakai, não quis comentar.

Até hoje, apenas três montadoras chegaram perto ou atingiram a marca de 10 milhões de unidades vendidas por ano — a General Motors Co., a Volkswagen AG e a Toyota — e cada uma delas teve problemas técnicos ou financeiros depois.

Em 2009, quando a Toyota estava se aproximando desse patamar, a empresa se viu diante de queixas de aceleração não intencional dos veículos, o que levou a um recall de milhões de carros e um acordo de US$ 1,2 bilhão em uma investigação criminal nos Estados Unidos. A GM, a líder de vendas anterior, fez um recall envolvendo milhões de veículos em 2014, devido a problemas no interruptor de ignição que foram vinculados a mais de 120 mortes. Aí, veio a Volkswagen, que atingiu vendas mundiais de 10 milhões de unidades em 2014 e, agora, está enfrentando recalls, processos e multas depois de admitir ter manipulado testes de emissões de gases em motores a diesel.

“Maior era melhor no passado, e por isso todos nós expandimos”, diz um executivo sênior da Toyota. “Mas, com essa escala, chegamos a um ponto em que ser grande demais talvez não seja uma coisa boa.”

A decisão da Toyota pode ser uma mudança em relação à estrutura regional instaurada por Toyoda há três anos. Atualmente, uma unidade cuida dos mercados desenvolvidos, outra lida com os emergentes e uma terceira é responsável por componentes importantes, como motores e transmissores. A quarta produz os carros de luxo da marca Lexus. Não ficou imediatamente claro se a nova estrutura administrativa irá substituir a atual ou se as duas vão coexistir.

Embora as mudanças frequentes tenham causado certa confusão entre os funcionários, elas têm ajudado a Toyota a agir mais rapidamente, dizem pessoas próximas ao nível executivo de tomada de decisões.

Satoshi Nagashima, sócio-gerente da consultoria Roland Berger Strategy Consultants, diz que as mudanças na Toyota, no decorrer dos anos, permitiram que a montadora agisse de forma mais ágil nos últimos tempos. “O que importa agora é com que eficácia os gestores poderiam operar qualquer nova estrutura que seja implementada”, diz.

Uma das pessoas a par da situação diz que Toyoda pretende nomear membros relativamente jovens de sua equipe executiva sênior para comandar cada unidade. O objetivo seria acelerar a tomada de decisões e formar uma nova geração de líderes, segundo a fonte. Toyoda, que assumiu o cargo de presidente em 2009, acredita que já passou da metade de sua gestão, diz uma pessoa.

A empresa trilhou um longo percurso desde que Toyoda assumiu o cargo, logo depois de a Toyota ter registrado seu primeiro prejuízo anual em décadas devido à crise financeira global. Desde então, ela superou várias crises, como a dos recalls, dos efeitos do terremoto e tsunami que atingiram o Japão em 2011 e das enchentes na Tailândia. A cotação de suas ações praticamente dobrou em sete anos e, em 2016, a montadora espera ter o terceiro ano consecutivo de lucro recorde.

Apesar das mudanças que promoveu após a crise dos recalls, a Toyota permanece lenta e engessada pela hierarquia em algumas tomadas de decisões, dizem executivos atuais e antigos.

Mudanças na mercado automotivo deixaram pouco claras as linhas divisórias entre países desenvolvidos e emergentes, criando desafios para a estrutura atual da empresa, diz uma pessoa a par da situação.

Questões envolvendo emissões e padrões de segurança, que já foram menos rígidas nos mercados emergentes, estão ficando mais severas na maioria dos países. Os gostos dos consumidores também estão convergindo. Mesmo assim, a Toyota ainda desenvolve e produz muitos modelos voltados a mercados específicos.

Ela oferece, por exemplo, o carro compacto Vitz no Japão e um modelo semelhante, o Yaris, na Europa. Desenvolver um modelo compacto global para vários mercados pode ajudar a melhorar a eficiência, diz uma pessoa.

As concorrentes da Toyota também estão enfrentando dificuldades com as mudanças do setor. Na GM, a diretora-executiva, Mary Barra, comprometeu-se a reformular os departamentos jurídico e de desenvolvimento de produto para melhorar a comunicação sobre problemas de qualidade. A GM tem tentado definir melhor as responsabilidades no processo de decisão sobre recalls.

Na Volkswagen, o diretor-presidente, Matthias Müller, substituiu mais de uma dezena de executivos seniores e eliminou três assentos no conselho de administração.

Na Toyota, a iminente reorganização é a última de uma série realizada por Toyoda. Em 2011, ele reduziu o conselho de 27 para 11 membros. No ano passado, o executivo deu mais poder aos gestores seniores para operar as unidades criadas em 2013. Ele também nomeou vários estrangeiros para postos elevados, em uma tentativa de desmontar a estrutura piramidal há muito dominada por executivos japoneses.

Toyoda tem dito que, para os membros do clube dos 10 milhões, tais reformas são inevitáveis se quiserem continuar crescendo. “Estamos sentindo dolorosamente a gravidade de nossa responsabilidade e o que significa vender 10 milhões de veículos por ano”, disse ele em março de 2015. “Não podemos falar do nosso crescimento futuro a menos que inventemos novas formas de fazer nosso trabalho.”

Fonte: The Wall Street Journal Americas

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Rio de Janeiro concentra investimentos do polo automotivo

O interior do Estado do Rio de Janeiro é o responsável por bilhões em investimentos no setor automotivo, com destaque para ao menos três cidades do eixo das Agulhas Negras: Resende, Porto Real e Itatiaia. Nesta terça-feira o Governo do Estado ressaltou a importância do setor para a economia fluminense lembrando que montadoras instaladas ou em fase de início de produção no Rio garantem investimentos acima de R$ 12 bilhões, gerando mais de 7 mil empregos. Na região estão as montadoras Nissan do Brasil e MAN Latin America (Resende), Jaguar Land Rover e Hyundai Heavy Industries (Itatiaia), PSA Peugeot-Citröen (Porto Real).

Em todo o território fluminense constam ainda cerca de 15 indústrias da cadeia produtiva, que investem mais de R$ 2 bilhões e oferecem mais de 3 mil vagas. Para o secretário de estado Desenvolvimento Econômico, Marcos Capute, o Rio de Janeiro reúne uma série de fatores atrativos: um dos maiores mercados consumidores nacionais, infraestrutura portuária e rodoviária, proximidade de São Paulo e Minas Gerais e mão de obra qualificada. “O polo automotivo corresponde a cerca de 10% da atividade industrial do estado. Fomentar a atração de indústrias do setor gera emprego e renda para a população fluminense, além de estimular a economia, através da atração da cadeia de fornecedores e prestação de serviços nas empresas instaladas”, explica.

Em Resende estão instaladas a MAN Latin America, que produz ônibus e caminhões Volkswagen e MAN. A cidade conta desde abril de 2014 com a Nissan do Brasil, que fabrica carros como os modelos March e Versa. Em Porto Real, opera a fábrica de veículos PSA Peugeot-Citroën. Em Itatiaia, estão a Hyundai Heavy Industries, onde são montados tratores e máquinas pesadas e, em breve, terá início a produção da fábrica de veículos Jaguar Land Rover, com veículos Premium como o Range Rover Evoque. E em Três Rios, já na região Centro-Sul, está a Neobus. Juntas, as seis empresas geram cerca de 10 mil empregos e têm capacidade para produção de aproximadamente 630 mil veículos por ano. Duque de Caxias, na Região Metropolitana, abriga outra unidade da Neobus e a Ciferal, que fabricam plataformas para ônibus.

Evoque

O destaque de 2016 no setor será a inauguração da unidade da Jaguar Land Rover, no complexo empresarial de Itatiaia. O local recebeu obras de infraestrutura como a Avenida Industrial Alda Bernardes de Faria e Silva, interligando o complexo à entrada da cidade pelos trevos do viaduto sob a Rodovia Presidente Dutra. A direção da montadora Britânica garantiu que vai produzir o crossover Premium Range Rover Evoque na fábrica de Itatiaia, em fase final de fundação. O Evoque é o modelo mais vendido pela montadora no país nos últimos anos. Outro modelo previsto é o Land Rover Discovery Sport. Sem estipular datas, a expectativa do grupo é que as vendas desses modelos fabricados em Itatiaia ganhem as concessionárias até meados de junho ou julho deste ano.

As obras seguem em ritmo acelerado, no que será a primeira fábrica totalmente própria da empresa fora do Reino Unido, com investimentos de R$ 750 milhões. Durante a primeira fase de atividades, a nova unidade industrial de 60 mil metros quadrados irá gerar cerca de 400 empregos diretos e terá capacidade para produzir até 24 mil veículos ao ano.

A produção em Itatiaia vai utilizar componentes nacionais de fornecedores locais, além de importar outros de sua rede global. A empresa também investe em serviços de assistência técnica.

Fonte: A Voz da Cidade

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GM comunica a sindicato plano de demitir 1,5 mil em São Caetano (SP)

SÃO PAULO  –  Um mês depois de anunciar a demissão de mais de 500 operários na fábrica de São José dos Campos, no interior de São Paulo, a General Motors (GM) poderá executar um ajuste de efetivo ainda maior no país, desta vez no complexo industrial de São Caetano do Sul, no ABC paulista.

Segundo informação do sindicato dos metalúrgicos da região, não comentada pela montadora, dirigentes da empresa comunicaram, em reunião na manhã desta segunda-feira, a intenção da GM de demitir cerca de 1,5 mil funcionários. Eles fazem parte de um grupo de aproximadamente 2,3 mil operários afastados da produção que tinham o retorno ao trabalho marcado para terça-feira da semana que vem.

A maior parte desse contingente — cerca de 1,6 mil empregados, conforme número divulgado na época — teve contratos de trabalho suspensos, mecanismo conhecido como “layoff”, no início de outubro, quando a GM suspendeu a produção do segundo turno em São Caetano.

A intenção da montadora era retomar as atividades do segundo turno no próximo dia 8. Mas, com o consumo de carros em queda livre no país, a fábrica da marca americana no ABC deverá reintegrar apenas de 300 a 400 metalúrgicos, informou o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, conhecido como Cidão, após a reunião com representantes da multinacional.

Antes de fechar a jornada da tarde, a GM já tinha colocado em maio outros 750 operários em “layoff”. Após adiamentos, o retorno dessa turma também estava marcado para terça-feira da semana que vem.

Cidão diz que o sindicato voltará a se reunir amanhã com a GM para discutir o futuro dos trabalhadores. A entidade propõe a prorrogação do “layoff” para evitar as demissões. Porém, o sindicalista diz não estar muito otimista. “Vamos negociar, mas não estou muito confiante nesse acordo. Não tenho perspectiva positiva”, afirma.

O sindicato estima em 300 o número de funcionários que não podem ser demitidos porque têm direito à estabilidade de emprego, concedido, por exemplo, a quem sofre um acidente ou sofre doenças decorrentes do exercício da profissão.

Os 1,5 mil operários que estão com o emprego em risco representam 30% dos cerca de 5 mil trabalhadores ocupados em linhas de produção em São Caetano, onde são montados os modelos Cruze, Cobalt, Montana e Spin. Em julho, a GM já tinha demitido aproximadamente 500 empregados da unidade.

Já no início deste mês, a montadora confirmou a demissão de 517 trabalhadores na fábrica da picape S10 e do ultilitário esportivo TrailBlazer em São José dos Campos, onde outros 168 operários já tinham aproveitado incentivos oferecidos pela companhia para se desligar da montadora.

Valor Econômico – 29/02/2016

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Trabalhadores da GM aceitam proposta do PPR

Em assembleias realizadas ontem, os trabalhadores da fábrica da General Motors (GM) em Gravataí aprovaram, por unanimidade, a proposta de pagamento da segunda parcela do PPR. Eles aceitaram o pagamento de R$ 2.700, combinado com o pagamento da primeira parcela do 13º salário.

DCI – 01/03/2016

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Chery enfrenta terceira greve de trabalhadores em um ano e meio de operação no Brasil
André Ítalo Roch

Há apenas um ano e meio no Brasil, a montadora chinesa Chery enfrenta sua terceira greve de trabalhadores. Os funcionários da fábrica em Jacareí, a 80 quilômetros de São Paulo, informaram nesta sexta-feira, 26, que pararam as atividades de produção por tempo indeterminado. Eles reivindicam a reincorporação de 40 terceirizados que foram demitidos ontem.

Segundo Guirá Guimarães, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região (que inclui Jacareí), os 40 terceirizados exerciam funções diretamente ligadas à produção de veículos, o que é proibido por lei. Trabalhadores terceirizados só podem atuar nas chamadas “atividades meio”, que não estão ligadas ao objetivo principal da empresa (atividade fim). Um vigilante, por exemplo, pode ser terceirizado, porque sua função não está associada à produção de veículos.

Os 40 demitidos eram funcionários da BMS Logística, que prestava serviços para a Chery. Em geral, serviços de logística são considerados uma atividade meio, mas o sindicato alega que os transportes de carga estavam sendo feitos internamente, e não externamente.

Segundo Guimarães, havia uma negociação com a Chery para que os terceirizados fossem contratados pela montadora. Ontem, uma reunião chegou a ser marcada para a próxima terça-feira, para que o tema da terceirização fosse discutido. No entanto, no mesmo dia, a BMS informou o desligamento dos seus 40 funcionários.

Em nota, a Chery disse que lamenta o desligamento dos funcionários da BMS, mas afirma que não tem responsabilidade ou gestão sobre a decisão da empresa terceirizada. O contrato entre ambas também foi rescindido ontem. “A empresa informa que nunca se comprometeu, junto ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a contratar colaboradores de empresas terceirizadas”, diz o comunicado.

A fábrica de Jacareí, a única da Chery no Brasil, foi inaugurada em agosto de 2014 e emprega cerca de 400 pessoas. Essa é a terceira greve de trabalhadores da montadora em apenas um ano e meio de funcionamento da unidade. Na primeira, no início de 2015, os funcionários pediram aumento de salário, sob a justificava de que a remuneração paga pela empresa estava muito abaixo do mercado. Na segunda, em outubro, um novo aumento foi pedido, mas dessa vez em razão da data-base da categoria.

A nova paralisação ocorre em meio a uma crise do setor automotivo no Brasil. A venda de veículos novos teve recuo de 26,5% em 2015 ante 2014, a terceira queda anual seguida, de acordo com a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Com o enfraquecimento do mercado, a produção registrou baixa de 22,8% na mesma comparação, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Fonte: O Estado de São Paulo

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Desânimo volta a crescer nos serviços em fevereiro e setor não descarta demissões

Após subir em janeiro, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 0,7 ponto em fevereiro, para 68,8 pontos, pressionado por cenário econômico fraco, com demanda interna em baixa, informou a Fundação Getulio Vargas. Para o consultor da FGV Silvio Sales, o pessimismo do setor sinaliza redução no ritmo de contratações nos próximos meses. Ele não descartou a possibilidade demissões.

Sales foi questionado sobre o resultado positivo do ICS em janeiro, quando avançou 1,6 ponto. Na avaliação do especialista, o primeiro mês do ano não contou exatamente com recuperação sustentável do otimismo, e sim com diminuição do pessimismo característica de início do ano.

Em fevereiro, o recuo da confiança foi verificado em 9 de 13 atividades e foi determinado tanto pelas avaliações sobre o momento presente quanto pelas expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 0,6 ponto, após subir 2,5 pontos em janeiro e o Índice de Expectativas (IE-S) caiu 0,7 ponto (alta de 0,7 ponto em janeiro).

Em sua análise sobre o desempenho do índice, Sales ressaltou as implicações da confiança em baixa setor sobre o mercado de trabalho. O setor de serviços – junto com comércio -, representa em torno de 75% do emprego formal do país.

Ele chamou atenção para o tópico intenção de contratação nos próximos três meses, que caiu 0,4 ponto no período, para 68,7 pontos – muito próximo ao pior patamar da série, de 67,6 pontos, observada em dezembro de 2015.

Na prática, o recuo no tópico sobre emprego sugere que o empresariado do setor não percebeu melhora na demanda interna no começo do ano; e nem espera reação nesse sentido nos próximos meses, na avaliação do técnico. Assim, o setor não visualiza necessidade de manter um mesmo patamar de pessoal ocupado mais adequado à momentos em que a demanda no mercado interno operava a níveis mais fortes, avaliou o especialista.

O reajuste do salário mínimo no início do ano também deve contribuir para redução das contratações, disse. “Creio que o setor vai ajustar seu pessoal ocupado de forma mais intensa nos próximos meses”, resumiu.

Já o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) ficou praticamente estável entre janeiro e fevereiro deste ano, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nesse período, o índice subiu 0,1%, chegando a 98,7 pontos. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve recuo de 1,3%. A média histórica é de 109,4 pontos. Qualquer valor abaixo de cem pontos mostra pessimismo.

Segundo a CNI, “o índice mostra grande pessimismo e preocupação dos consumidores” e “sugere uma demanda mais fraca nos próximos meses”.

Dos seis componentes do indicador, os que apresentaram melhora foram inflação e desemprego, subindo, respectivamente, 2,5% (para 98,3) e 6,6% (para 110,5) na comparação com o mês anterior. Isso significa que o pessimismo dos consumidores em relação a esses temas é menor que em janeiro. As expectativas em relação à renda pessoal e ao endividamento caíram 1,8% (para 89,1) e 4,2% (para 92,9), o que mostra pessimismo maior.

O componente ligado a compras de bem de maior valor ficou estável, com recuo de 0,1% (para 113,4), enquanto o relacionado situação financeira do entrevistado se manteve com 85,5 pontos. Para a realização do Inec, foram realizadas entrevistas em 142 municípios entre 13 e 16 de fevereiro.

Valor Econômico – 01/03/2016

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Para analistas, flexibilizar lei do trabalho exige reforma sindical

Especialistas se dividem sobre a possibilidade de a negociação ter mais força que a lei trabalhista, conforme defendeu o novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho ( TST), Ives Gandra Filho, em entrevista ao GLOBO no último domingo. Uns acreditam que privilegiar as conversações vai melhorar o ambiente de negócios, outros acham que somente com a reforma sindical é possível fazer valer a negociação. A permissão de só um sindicato por base territorial e o imposto sindical, dizem, diminuem a representatividade dos sindicatos. Outros são contra e afirmam que direitos trabalhistas estão protegidos pela Constituição.

As associações de classe também entraram no debate. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro ( Firjan) apoiou a fala do ministro do TST e diz acreditar que “a flexibilização das relações de trabalho pode contribuir com a retomada do crescimento econômico, pois aumenta a competitividade das empresas brasileiras, se tornando um importante fator para a geração e manutenção de empregos”. Já a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho ( Anamatra), em nota, diz que a medida “representa retrocesso e levaria à fragilização dos direitos trabalhistas.”:

“Fragilizar as regras jurídicas gerais de proteção ao trabalho é negar a tutela legal deferida aos seus destinatários, há mais de 70 anos, e há mais de 25 reforçada pela Constituição de 1988″.

O professor da USP Hélio Zylberstajn, que acompanha as negociações trabalhistas, crê que regras menos rígidas favoreceriam mais acordos, melhorando o ambiente de negócios:

— Um exemplo de como o peso menor da Justiça do Trabalho melhora o ambiente de trabalho e de negócios é a emenda 14, que mudou a regra do dissídio. Antes, bastava uma das partes entrar. Agora, os dois precisam concordar. Com isso, o número de dissídios reduziu.

O professor de Direito do Trabalho da USP, Estêvão Mallet, diz que Gandra Filho tem razão ao chamar a atenção para certas reformas trabalhistas, mas a prevalência do negociado sobre o legislado é “bastante controversa”:

— Antes é preciso alterar a organização sindical. A unicidade imposta ( um só sindicato por território) acaba criando entidades fracas e pouco representativas.
O professor também critica a quantidade de tributos que incidem sobre a folha de pagamento, como PIS/ Cofins.

— O FGTS tem correção pífia, ou seja, o governo se apropria de uma parte desse valor. Isso faz setores que mais empregam pagar mais impostos. Deveria ser o contrário.

Para Juliana Bracks, professora da FGV Direito Rio, a flexibilização da Justiça do Trabalho é bem- vinda, mas o país ainda não está pronto para uma realidade em que todo o peso das negociações trabalhistas seja colocado sobre os acordos e convenções coletivas. Na avaliação dela, a mudança precisa ser discutida ao lado de uma reforma sindical, que estimule sindicatos mais eficientes. Hoje, destaca, a ausência de competição e a contribuição obrigatória favorecem a proliferação de entidades pouco representativas.

— Hoje, eles têm base territorial e dinheiro daquela categoria, fazendo um bom trabalho ou não — afirma a advogada.

O procurador- geral do Trabalho, Ronaldo Fleury diz que é “radicalmente contra o negociado se sobrepor ao legislado”

— São pontos que sempre foram defendidos, mesmo quando o Brasil estava bem economicamente. Não tem sentido a discussão voltar um momento de crise. Vamos admitir que os trabalhadores sejam mais expostos só para ter o que comer? É esse o país que a gente quer?

Para Eduardo Noronha, professor de Ciência Política da Universidade Federal de São Carlos, o direito do trabalho é “o direito social no Brasil”:
— Não se rompe com uma tradição de uma hora para outra. O ministro pensa mais como economista do que como magistrado. É um absurdo ele defender que os juízes sejam promovidos se conseguirem um acordo. Está dizendo para os juízes que esqueçam seus princípios. É um escândalo.

O Globo – 01/03/2016

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Funcionários da estatal votam contra sindicatos

A chapa que tinha Betânia Coutinho e Daniel Dellamora Bonolo venceu a eleição para representar os funcionários no conselho de administração da Petrobras. Pela primeira vez, foi eleita uma chapa formada por engenheiros da companhia sem filiação partidária ou representação sindical. Também pela primeira vez o número de votantes ultrapassou os 10 mil funcionários, segundo uma fonte do Valor.

Desde 2012, quando foi criada a vaga, as eleições vinham sendo disputadas entre membros da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). Para um funcionário da estatal ouvido com o compromisso de anonimato, o resultado foi “um sinal claro de que os empregados não aguentam mais a influência dos sindicatos e do PT na Petrobras”. Já a FUP afirmou que “a categoria petroleira optou por entregar a vaga dos trabalhadores a quem pensa como o mercado”.

A chapa 1700 recebeu 3.952 votos no primeiro turno da eleição e 13.034 no segundo turno, ficando à frente de Deyvid Bacelar, diretor do Sindipetro-BA, que teve 3.194 votos na chapa formada com Bob Ragusa onde tentava se reeleger. Em mensagem enviada por email, Betânia explicou a razão de sua candidatura. “Ano passado, eu me candidatei pela primeira vez e fiquei em 5º lugar. Desde então, percebi que os empregados da Petrobras buscavam uma alternativa de representação que não necessariamente seja vinculada a qualquer grupo político”, disse Betânia.

Segundo ela, como a candidatura este ano foi por chapa, com titular e suplente ao invés da escolha individual, ela convidou Daniel Bonolo. Sobre os objetivos no conselho de administração, considerando que os empregados têm apenas uma das nove vagas, Betânia afirma que o primeiro objetivo é “melhorar a comunicação entre os representantes e os demais empregados, utilizando de maneira mais eficiente os sistemas corporativos disponíveis”.

Ela afirma ainda que pretende contribuir tecnicamente com as discussões das pautas do conselho “para que a Petrobras busque opções estratégicas que sejam benéficas tanto para os empregados como para a sustentabilidade da nossa empresa”.

Questionados sobre como veem a atual situação da Petrobras, a resposta de ambos é de que querem a empresa forte e vigorosa. “A companhia passa por um momento delicado e precisa recuperar sua saúde financeira para que possa retomar seu crescimento. Nós jamais defenderemos a desintegração da Petrobras. Somos técnicos, trabalhadores genuínos que têm orgulho de fazer parte de uma companhia que tanto fez pelo país e tanto contribuiu para o desenvolvimento tecnológico, reconhecida nacional e internacionalmente. O momento é de os trabalhadores se unirem para reerguer a Petrobras, fazendo os ajustes necessários, otimizando custos e tornando os processos mais eficientes”. A eleição dos novos membros deve ser oficializada na próxima Assembleia Geral Ordinária.

Valor Econômico – 01/03/2016

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TST isenta contribuição

A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve decisão que isentou a PRP Administração e Participações de pagar contribuição sindical à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais.

Como a empresa é apenas holding de participação societária em outras entidades e não tem empregados, a maioria dos ministros concluiu ser indevida a taxa.

A PRP pediu, na Vara do Trabalho de Ubá (MG), a anulação das guias de recolhimento de contribuição sindical enviadas pela entidade, por entender que apenas os empregadores são obrigados a pagá-la, conforme a CLT. A holding apresentou a Relação Anual de Informações Sociais para comprovar a ausência de empregados.

O juízo de primeiro grau julgou improcedente a ação, acolhendo argumento da Fecomercio de que o único requisito para a cobrança da contribuição patronal é a participação em categoria econômica (artigo 579 da CLT). Mas a decisão foi reformada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), para o qual o termo “empregadores” da CLT permite a interpretação de que apenas as empresas com empregados estão sujeitas ao recolhimento, sendo a classificação delas em categoria econômica insuficiente para tal obrigação.

DCI – 01/03/2016

Redação On março - 1 - 2016
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