Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Recessão econômica amplia ajuste nas contas externas do Brasil

Eduardo Cucolo

O impacto da recessão e do câmbio sobre as transações do Brasil com o exterior se intensificou neste início de ano.

Dados fechados para janeiro e parciais para fevereiro mostram queda de quase 70% no consumo de importados e na remessa de lucro.

No final do ano passado, o governo tinha previsto uma redução de 30% para o ano de 2016.

Agora, o Banco Central já avalia rever a projeção para o deficit externo no ano, que era de US$ 41 bilhões. No mercado, as estimativas estão próximas de US$ 30 bilhões e já há analistas prevendo que uma recessão mais forte pode levar a um rombo ainda menor.

Contas externas

Em US$ bilhões – Para janeiro, o BC projetava deficit de quase US$ 7 bilhões, mas apurou um resultado negativo de US$ 4,8 bilhões, queda de 60% em relação a janeiro de 2015. Para este mês, o deficit esperado é de US$ 1,5 bilhão, 80% menor que o verificado há um ano.

Em nove meses, o deficit em 12 meses saiu de um pico de 4,51% do PIB, nível considerado preocupante pelo mercado, para 2,94%.

A queda no deficit significa, por um lado, menor pressão sobre o câmbio, pois o Brasil tem recebido recursos suficientes para financiar esses gastos. Por outro lado, reflete a piora no ambiente econômico dentro do país, que pode estar se intensificando.

Remessas

Um dos dados que mais surpreenderam no mês passado foi a queda de 70% nas remessas de lucros ao exterior. O valor enviado entre 1º de janeiro e a última sexta¬feira (19) equivale a menos de um terço do verificado apenas em janeiro de 2015.

Também houve queda significativa nas viagens ao exterior, nas importações e, consequentemente, nas despesas com transporte de passageiros e cargas. “Os dois componentes que estavam presentes em 2015 permanecem influenciando o resultado: o menor ritmo da atividade econômica, que implica menor demanda por bens e serviços do exterior, e a desvalorização cambial”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Deficit em transações correntes em 12 meses ¬ Em % do PIB O economista¬chefe do banco Haitong, Jankiel Santos, afirma que os números apontam uma retração maior da atividade econômica, dos lucros e da renda dos brasileiros nesse período.

“A surpresa veio de maneira mais importante na contração de remessas de lucros e despesas com viagens, que é uma sinalização bastante clara da contração da renda junto com a valorização do câmbio”, afirmou.

Investimentos

Maciel destacou que a entrada de recursos tem sido mais que suficiente para cobrir o deficit externo. O investimento direto no país, principal fonte de financiamento do deficit, recuou 5%, para US$ 5,5 bilhões em janeiro.

Os dados do BC mostram ainda que as empresas brasileiras estão com dificuldade para obter recursos no exterior. Em janeiro, apenas 17% das dívidas de médio e longo prazo foram roladas. Em fevereiro, 67%.

Segundo Maciel, dívidas de prazos mais longos que vencem estão sendo refinanciadas por prazos menores, devido ao aumento no custo do crédito no exterior. Muitas companhias brasileiras, assim como o país, perderam o grau de investimento ou enfrentam problemas devido à Operação Lava Jato.

Fonte: Folha de São Paulo

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FMI fala em momento crítico e pede medidas enérgicas do G-20

O Fundo Monetário Internacional (FMI) instou as principais economias do mundo a juntarem forças e adotarem medidas fortes para tentar impulsionar o crescimento, evidenciando a preocupação de que as turbulências nos mercados financeiros pelo mundo comecem a afetar a economia real.

A convocação foi feita pelo FMI às vésperas do encontro dos ministros das Finanças e dos presidentes dos bancos centrais dos países do G-20, grupo que reúne os principais economias avançados e emergentes, marcado para amanhã em Xangai. Também coincidiu com outro dia agitado nos mercados financeiros, abalados por novas quedas no preço do petróleo, depois de a Arábia Saudita ter esfriado as esperanças de um corte coordenado na produção da commodity.

Em informe divulgado ontem, o FMI alertou os participantes do G-20 para o fato de que o crescimento da economia mundial já está em ritmo abaixo do esperado neste ano, enquanto as condições financeiras nas economias avançadas se agravam, afetadas pelas turbulências nos mercados.

“Essa evolução dos acontecimentos aponta para maiores riscos de uma recuperação fora dos trilhos, num momento em que a economia mundial está extremamente vulnerável a choques adversos”, alertou o FMI. “A economia mundial precisa de ações multilaterais ousadas para estimular o crescimento e conter o risco.”

No entanto, é improvável que as autoridades do G-20 correspondam às expectativas do FMI, ao se reunirem nesta semana.

Jack Lew, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, minimizou a probabilidade de uma resposta emergencial do G-20, exatamente no mesmo momento em que ele pediu à China que faça mais para impulsionar o consumo interno no país e aos países superavitários na Europa, como a Alemanha, que implementem mais estímulo fiscal.

“Esses meses mais recentes deixaram claro que a debilidade da demanda em todo o mundo é um problema que não pode ser resolvido apenas com todo o mundo focando os EUA”, afirmou Lew à TV Bloomberg.

Em muitos casos, insistiu Lew, as economias reais estão se saindo melhor do que os mercados imaginam. “Este não é um momento de crise”, afirmou. “Não espere uma reação de crise num ambiente de ausência de crise.”

Boa parte do foco em Xangai deverá se concentrar na anfitriã, já que as autoridades chinesas estão sendo pressionadas a serem mais transparentes sobre as reformas cambiais e a tranquilizar o mundo de que não planejam desvalorizar o yuan a fim de impulsionar o crescimento. Mas a China, nos últimos dias, rejeitou a ideia de o G-20 aprovar um plano coordenado sobre moedas e crescimento, semelhante ao chamado Acordo do Plaza, de 1985.

O FMI não cortou sua previsão de crescimento mundial de 3,4% para este ano – que foi revista para baixo em janeiro – mas advertiu que “provavelmente” fará isso em abril, quando publicar as suas próximas projeções.

“São necessárias providências enérgicas para garantir a plena implementação, agora, das estratégias de crescimento do G-20 em todos os países”, disse o FMI. Isso “dará um impulso significativo à economia mundial em um momento crítico”.

Valor Econômio -25/02/2016

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Câmbio pode amenizar queda do setor de máquinas e equipamentos
Bruno Villas Bôas

Com a economia em recessão e os investimentos retraídos, o setor de máquinas e equipamentos continua sem ver uma luz no fim do túnel e deve registrar seu quarto ano consecutivo de queda no faturamento em 2016.

A valorização do dólar frente ao real pode contribuir, no entanto, para que a queda do setor seja menos amarga do que da indústria em geral, diz a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Mario Bernardini, diretor de competitividade da Abimaq, estima que o setor deve registrar uma queda de 5% a 6% no faturamento este ano. É uma queda dura, mas menos intensa do que a do ano passado, quando foi de 14,4%.

Segundo ele, com o dólar a R$ 4, parte das máquinas e equipamentos produzida no Brasil passa a ser mais competitiva do que equipamentos importados. Isso permitiria aos fabricantes brasileiros substituir importados.

“Metade das máquinas consumidas no país é importada. Desta metade, uma parte tem equivalente produzido no país. Então, pode ser que o setor consiga ter uma queda menor do que a indústria em geral”, disse ele.

Além disso, os fabricantes nacionais estariam mais competitivos para aumentar sua presença no mercado internacional.

Para ele, o importante é que o câmbio se mantenha em um patamar considerado competitivo ao longo deste ano, o que dependeria de o BC (Banco Central) não intervir na cotação da moeda.

“O câmbio chegou a um patamar competitivo não pelo desejo do governo, mas imposto pelo mercado. O BC sonha em reduzir esses cambio porque é um importante instrumento para controle de inflação”, disse Bernardini.

Produção

Nesta terça-feira (24), a Abimaq divulgou o balanço do setor para o mês de janeiro. Os dados mostraram uma faturamento de R$ 4,1 bilhões no mês, queda de 35% frente a janeiro do ano passado.

Já o consumo aparente da indústria de máquinas e equipamentos (resultado da produção e importações, menos o que é exportado) foi de R$ 8,2 bilhões em janeiro, queda de 25% em comparação ao mesmo mês do ano passado.

A ociosidade do setor chegou a 40%, um recorde. E com a perspectiva de uma nova queda nas vendas este ano, a tendência é que o número fique ainda pior, disse Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq.

Sobre o rebaixamento da nota de classificação de risco (rating) do Brasil pela Moody’s, Pastoriza disse que a decisão não vai impactar o setor porque era esperada e porque outras duas agências já haviam cortado a nota.

Fonte: Folha de São Paulo

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Mesmo com reduções na alíquota, governo gasta mais com Reintegra

No ano passado, a Receita Federal reintegrou R$ 2,275 bilhões para exportadores, quantia superior à registrada em anos anteriores. Os dados foram obtidos com o uso da Lei de Acesso à Informação, já que o fisco preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Após cortar a alíquota do Reintegra duas vezes em 2015, o governo esperava fortalecer o ajuste fiscal com gastos menores relacionados ao tributo. Entretanto, os R$ 336 milhões de crédito ressarcido em espécie no ano passado superaram os valores de 2014 (R$ 286 milhões), 2013 (R$ 179 milhões) e 2012 (R$ 33 milhões).

Já o crédito utilizado em compensação chegou a R$ 1,939 bilhão no ano passado. Só foi registrado montante superior em 2013 (R$ 2,812 bilhões), enquanto quantias menores foram usadas em 2014 (R$ 1,629 bilhão) e 2012 (R$ 1,483 bilhão).

“Devem ter sido feitos, em 2015, pagamentos atrasados de anos anteriores”, afirmou José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). O especialista disse também que devem existir mais créditos atrasados para serem quitados pela Receita.

Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Kaduna consultoria e participações, também mencionou atrasos no pagamento do tributo. “Valores devidos de 2013 e 2012, há mais de um ano atrasados, foram pagos só no ano passado.”

Sobre os créditos solicitados em 2015, Gianetti apontou que a maioria dos pedidos também está atrasado. “O processamento eletrônico dos pedidos de ressarcimento está muito lento, talvez intencionalmente, para que os créditos fiquem atrasados e não sejam pagos. É uma espécie de pedalada fiscal em cima do setor privado”, completou.

Em nota enviada ao DCI, a Receita Federal afirmou que “a decisão sobre quando solicitar o crédito é do contribuinte e este tem um prazo de cinco anos para fazê-lo”. Assim, de acordo com o fisco, um acúmulo de solicitações no ano passado seria o motivo do aumento nos gastos.

Para José Luis Oreiro, professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outra explicação para um aumento dos gastos com o tributo no ano passado é a desvalorização do real.

“Como o crédito é calculado a partir de uma alíquota sobre o valor exportado em reais, a forte desvalorização frente ao dólar deve ter produzido um aumento do valor das exportações em reais, o que levou a um aumento do valor reintegrado, mesmo tendo ocorrido uma redução da alíquota do Reintegra”, disse o especialista em contas públicas.

Oreiro disse também que é “bem provável” que a estimativa de economia do governo com a redução da alíquota tenha sido exagerada, já que os gastos com o tributo não alcançam valores elevados.

Críticas

Os entrevistados também criticaram a opção do governo por reduzir a alíquota do Reintegra no ano passado.

“Eles acharam que, com o aumento da taxa de câmbio, não havia mais a necessidade do tributo, o que é um erro”, disse Castro. “Indiretamente, o dólar foi usado com justificativa para reduzir os gastos com o tributo”, concluiu.

Já Oreiro afirmou que o corte do Reintegra desestimula a atividade econômica interna e as exportações. “Foi bobagem terem mexido [na alíquota], a economia para o governo é pequena e não é dado o impulso para o comércio exterior que seria dado caso a alíquota tivesse sido mantida em 3%”.

Exportações

Até a terceira semana de fevereiro – últimos dados divulgados pelo Ministério do Comércio Exterior (MDIC), as vendas para o exterior totalizaram US$ 20,493 bilhões, com média diária de US$ 621 milhões, quantia 7% menor que a verificado no mesmo período de 2015 (US$ 668 milhões).

Mesmo com a queda, a balança comercial acumula, em 2016, um superávit de US$ 2,781 bilhões, revertendo o déficit registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 4,949 bilhões.

O resultado positivo se deve a retração das importações, que chegaram a US$ 17,712 bilhões até a terceira semana de fevereiro, com média diária 34% inferior à de 2015.

Explicação

Os cortes na alíquota do Reintegra foram parte das mudanças realizadas pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy. Para fortalecer o ajuste fiscal, a taxa do tributo foi reduzida duas vezes: de 3% para 1% no início de 2015 e de 1% para 0,1% em dezembro do ano passado.

Em janeiro de 2017, a alíquota deve subir para 2% e, no início de 2018, voltar ao seu patamar natural, de 3%.

O Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) tem por objetivo devolver, parcial ou integralmente, o resíduo tributário remanescente na cadeia de produção de bens exportados. O crédito do Reintegra pode ser ressarcido em espécie ou compensado por débitos próprios, vencidos ou com vencimentos próximos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal.

DCI – 25/02/2016

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China tem interesse em projetos para trens de passageiros, afirma Barbosa

A China confirmou a disposição de manter seus planos de investimentos no Brasil e na América Latina, segundo balanço feito pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, após dois dias de encontros com autoridades chinesas em Pequim. “A disposição da China continua a mesma. O que trabalhamos agora é como viabilizar para que os fundos sejam direcionados para os projetos”, disse o ministro.

Em setores que acompanham as discussões com os chineses, em Brasília, surgiu recentemente um alerta sobre se Pequim manteria seus planos. Segundo essas fontes, os chineses dizem que o Brasil é preferível a vários outros emergentes, mas Brasília acha que isso tem que se traduzir em compromissos efetivos e mais rápidos.

Em Pequim, Barbosa discutiu mais projetos de investimentos específicos em infraestrutura e maior colaboração no setor de energia do que sobre os fundos pelos quais Pequim anunciou planos de investir no Brasil. Em encontro no Banco de Desenvolvimento da China (BDC), o chairman Hu Huaibang informou já ter desembolsado US$ 24 bilhões em empréstimos para o Brasil e mostrou disposição de ampliar o montante, de acordo com as oportunidades.

O BDC tem tradição de cooperação em petróleo e gás e se diz disposto a participar do setor ferroviário, apoiando empresas chinesas. Duas delas – a China Railway Construction e a China Railway Engineering – confirmaram interesse em participar de concessões no setor de ferrovias. A novidade é que gostariam de entrar na área de transporte de passageiros.

Barbosa informou que esse interesse será avaliado, julgando que pode ser uma oportunidade de atrair investimento no curto prazo. Lembrou que o governo tem pelo menos dois estudos na área de transporte de passageiros: os trechos Rio-São Paulo-Campinas e Brasília-Anápolis-Goiânia.

O chairman do China Investment Corporation (CIC), Ding Xuedong, responsável pela gestão de parte das enormes reservas internacionais chinesas, também manifestou interesse em investir em projetos de infraestrutura. O CIC é um fundo soberano com ativos de US$ 746 bilhões, que busca projetos de longo prazo com possibilidade de rendimento maior.

Recentemente, ao ser perguntado sobre países emergentes que interessavam, o executivo do CIC citou India, México, Indonésia e Nigéria. O CIC tem interesse sobretudo em investir nos EUA, segundo a direção da companhia. Barbosa disse ter relatado a representantes chineses as iniciativas tomadas para facilitar o investimento e a participação de investidor externo.

Na reunião do G-20 que acontece amanhã e sábado em Xangai, Brasil e China devem adotar posições convergentes em relação às medidas para recuperar a economia mundial. Pontos de interesse comum entre os dois governos foram debatidos durante encontro entre Barbosa e o ministro chinês de Finanças, Lou Jiwei.

O ministro da Fazenda explicou a Jiwei os projetos de reformas que estão em andamento, como a renovação de concessões em petróleo e gás e o novo decreto para a política de conteúdo local, além do plano para atualizar e reformar a regulação na área de telecomunicações. No lado fiscal, mencionou a preparação de proposta de reforma da Previdência e a reforma fiscal, que espera finalizar com os Estados até o fim de março.

Valor Econômico – 25/02/2016

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Países divergem sobre recuperação mundial

O banco central alemão reduziu as provisões que reserva para cobrir possíveis perdas em 2015 no momento em que seu presidente, Jens Weidmann, prevê que a recuperação econômica da zona do euro vai continuar neste ano e no próximo.

“A recuperação econômica gradual da zona do euro deve continuar no restante deste ano e em 2017”, disse Weidmann, alertando que qualquer afrouxamento adicional da política monetária pode ter efeitos negativos que serão “perigosos de simplesmente ignorar.” O Bundesbank disse que reduziu suas chamadas provisões de riscos, que cobrem perdas potenciais, em 800 milhões de euros para 13,6 bilhões de euros em 2015, após uma redução dos títulos governamentais que detém comprados sob esquemas anteriores de compras de títulos.

Outra informação positiva da zona do Euro veio ontem da Itália. O Instituto de Estatísticas Italiano (Istat) revelou ontem que a receita da indústria italiana voltou a crescer após três anos. De acordo com o órgão, houve avanço de 0,2% no setor, com flexão no mercado interno de -0,2% e incremento no setor externo de 1,2%. Os dados já estão corrigidos pelos efeitos sazonais. Além disso, houve um aumento de 5,2% (dados brutos) no número de pedidos, o mais forte desde 2010, sendo 8,6% por pedidos nacionais e 0,7% do exterior. Apesar de o ano ter fechado positivo, o mês de dezembro apresentou diminuição da produção industrial de 1,6% em relação a novembro e teve retração de 3% na comparação com o mesmo mês de 2014, com queda de 2,7% no mercado interno e de 3,2% no externo. Os números de dezembro são os piores para um mês desde agosto de 2013.

Um dos destaques da economia italiana foi o setor automobilístico, que avançou mais de 20%. No último ano de 2015, o segmento registrou crescimento de 2,9% no faturamento e de 2% no número de pedidos (dados brutos), informou o Istat. No ano de 2015, o resultado está amplamente positivo, com crescimento de 24,6% nas receitas e de 20,4% para as encomendas.

G20

Mas, nem todos estão tão confiantes assim com a recuperação da economia global. Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, os investidores que esperam por um grande plano das principais autoridades financeiras mundiais para estabilizar os estão fadados à decepção. Os ministros das Finanças e membros de bancos centrais se reúnem esta semana em Xangai para discutirem a economia global.

A demanda persistentemente fraca, os mercados acionários em queda e a volatilidade cambial representam um desafio para o G20, grupo das principais economias do mundo, que alguns estão comparando à reunião de abril de 2009, no auge da crise financeira global, quando os ministros concordaram com estímulos coordenados para evitar uma depressão mundial. Muitos dos membros do G20 estão pedindo estímulos e uma melhor coordenação.

Do lado norte-americano, o vice-chairman do Federal Reserve, Stanley Fischer, disse que ainda não está claro se a recente queda dos mercados financeiros globais terá qualquer impacto substancial na economia dos EUA, sugerindo que o episódio pode ainda passar sem muito efeito sobre os planos do Fed. “Se os recentes acontecimentos no mercado financeiro levarem a um aperto sustentado das condições financeiras, eles podem sinalizar uma desaceleração na economia global que pode afetar o crescimento e a inflação nos Estados Unidos”, disse Fischer.

DCI – 25/02/2016

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FMI fala em ‘momento crítico’ e pede medidas enérgicas do G-20

O Fundo Monetário Internacional (FMI) instou as principais economias do mundo a juntarem forças e adotarem medidas fortes para tentar impulsionar o crescimento, evidenciando a preocupação de que as turbulências nos mercados financeiros pelo mundo comecem a afetar a economia real.

A convocação foi feita pelo FMI às vésperas do encontro dos ministros das Finanças e dos presidentes dos bancos centrais dos países do G-20, grupo que reúne os principais economias avançados e emergentes, marcado para amanhã em Xangai. Também coincidiu com outro dia agitado nos mercados financeiros, abalados por novas quedas no preço do petróleo, depois de a Arábia Saudita ter esfriado as esperanças de um corte coordenado na produção da commodity.

Em informe divulgado ontem, o FMI alertou os participantes do G-20 para o fato de que o crescimento da economia mundial já está em ritmo abaixo do esperado neste ano, enquanto as condições financeiras nas economias avançadas se agravam, afetadas pelas turbulências nos mercados.

“Essa evolução dos acontecimentos aponta para maiores riscos de uma recuperação fora dos trilhos, num momento em que a economia mundial está extremamente vulnerável a choques adversos”, alertou o FMI. “A economia mundial precisa de ações multilaterais ousadas para estimular o crescimento e conter o risco.”

No entanto, é improvável que as autoridades do G-20 correspondam às expectativas do FMI, ao se reunirem nesta semana.

Jack Lew, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, minimizou a probabilidade de uma resposta emergencial do G-20, exatamente no mesmo momento em que ele pediu à China que faça mais para impulsionar o consumo interno no país e aos países superavitários na Europa, como a Alemanha, que implementem mais estímulo fiscal.

“Esses meses mais recentes deixaram claro que a debilidade da demanda em todo o mundo é um problema que não pode ser resolvido apenas com todo o mundo focando os EUA”, afirmou Lew à TV Bloomberg.

Em muitos casos, insistiu Lew, as economias reais estão se saindo melhor do que os mercados imaginam. “Este não é um momento de crise”, afirmou. “Não espere uma reação de crise num ambiente de ausência de crise.”

Boa parte do foco em Xangai deverá se concentrar na anfitriã, já que as autoridades chinesas estão sendo pressionadas a serem mais transparentes sobre as reformas cambiais e a tranquilizar o mundo de que não planejam desvalorizar o yuan a fim de impulsionar o crescimento. Mas a China, nos últimos dias, rejeitou a ideia de o G-20 aprovar um plano coordenado sobre moedas e crescimento, semelhante ao chamado Acordo do Plaza, de 1985.

O FMI não cortou sua previsão de crescimento mundial de 3,4% para este ano – que foi revista para baixo em janeiro – mas advertiu que “provavelmente” fará isso em abril, quando publicar as suas próximas projeções.

“São necessárias providências enérgicas para garantir a plena implementação, agora, das estratégias de crescimento do G-20 em todos os países”, disse o FMI. Isso “dará um impulso significativo à economia mundial em um momento crítico”.

Valor Econômico – 25/02/2016

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Serviços nos EUA têm a 1ª retração desde 2013

O setor de serviços dos EUA, que responde por aproximadamente 80% da economia do país, apresentou neste mês contração pela primeira vez em mais de dois anos. O fraco desempenho foi atribuído principalmente a uma forte nevasca que atingiu a Costa Leste no fim de janeiro.

Segundo a empresa de informações financeiras Markit Economics, o seu Índice dos Gerentes de Compras (PMI) preliminar de serviços caiu de 53,2 para 49,8 em fevereiro – números abaixo de 50 indicam retração da atividade. Trata-se do mais baixo nível desde outubro de 2013, quando o impasse político que provocou a paralisação de agências governamentais.

Além da tempestade Jonas, que atingiu o Nordeste americano e prejudicou os negócios também no início deste mês, Chris Williamson, economista-chefe da Markit, ainda apontou como obstáculos as perturbações nos mercados financeiros, os temores quanto a uma desaceleração global, o cenário incerto das eleições presidenciais americanas e a possibilidade de o Fed (banco central) promover novos aumentos das taxas de juros.

“Portanto, qualquer recuperação vinculada às condições climáticas pode se mostrar apenas uma melhora temporária numa constante tendência de baixa nas condições dos negócios”, escreveu Williamson em nota. “A queda na confiança empresarial e a crescente retração nas encomendas sugerem que ainda vem coisa pior.”

Os números da Markit mostram que até agora neste mês houve uma diminuição nas encomendas, registrando a maior redução em quase dois anos. O PMI aumenta os temores de que a desaceleração na economia dos EUA está se ampliando para além da indústria.

Também ontem, o Departamento do Comércio divulgou relatório sobre as vendas de novas residências em janeiro. Houve uma queda de 9,2%, num forte contraste com o resultado de dezembro, que havia sido o melhor em 10 meses.

Valor Econômico – 25/02/2016

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Sharp aceita oferta da Foxconn de aquisição por US$ 6,2 bilhões

OSAKA E TÓQUIO  –  O conselho de administração da Sharp decidiu, na manhã desta quinta-feira (hora local) aceitar a oferta da Hon Hai Precision Industry, de Taiwan, de aquisição da empresa, por aproximadamente 700 bilhões de ienes (US$ 6,2 bilhões). A fabricante japonesa de eletrônicos pretende reestruturar suas operações após assinar o contrato com a empresa taiwanesa, também conhecida como Foxconn. Detalhes do acordo ainda não foram anunciados.

A Sharp estava entre escolher a oferta da Foxconn e a proposta de injeção de capital pela empresa público-privada Innovation Network Corp of Japan, um fundo apoiado pelo Estado. O fundo ofereceu à Sharp um aporte de 300 bilhões de ienes, bem como uma linha de crédito 200 bilhões de ienes.

(Nikkei Asian Review)

Valor Econômico – 25/02/2016

Redação On fevereiro - 25 - 2016
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